Gênero: Drama.
Direção: Milos Forman
Elenco: Jack Nicholson, Louise Fletcher, Will Sampson, Danny de Vito, Christopher Lloyd, Brad Dourif, Philip Roth, Vincent Schiavelli, William Redfield, Scatman Crothers, William Duell, Nathan George, Sydeny Lassick, Mews Small, Delos V. Smith Jr.
País: Estados Unidos.
Tempo: 133 min.
Idioma: Inglês.
Este filme é uma obra-prima do cinema. Se não podemos considerá-lo
perfeito, ele ao menos beira a perfeição em todos os aspectos. Uma espetacular direção,
elenco esplêndido, ótima trilha sonora, roteiro fenomenal. O filme, apesar de
ser um intenso drama, também nos faz rir e apresenta críticas à ordem social.
A grande crítica dele é às instituições
disciplinares – neste caso, o exemplo é o manicômio, mas podemos estender este
conceito às demais, como escolas, prisões e centros de reabilitação. Outro
importante aspecto crítico é o fato de muitas vezes “criarmos” nossos próprios loucos
ou criminosos – isso é mostrado de maneira sutil, mas muitas vezes nos questionamos
sobre se alguns dos que estão internados no manicômio são realmente loucos, se
deveriam estar ali e até mesmo se o local apenas agrava o quadro deles. A ideia
de prisão psicológica que o lugar exerce também é muito interessante, criando
um sistema que oprime mesmo os que estão ali por livre espontânea vontade.
O elenco do filme
está realmente impressionante. Forman dá a oportunidade de todos apareceram de
maneira excelente. Todos os coadjuvantes são ótimos – Sampson está muito bem;
de Vito e Lloyd também compõem personagens importantes de forma brilhante, e o
maior destaque fica para Dourif, que faz um papel forte de forma brilhante,
tanto nos momentos de gagueira e submissão quanto os de raiva explosiva. Aliás,
todos fazem muito bem esse papel: momentos de loucura, sanidade, raiva, alegria
– todos de forma não caricata e muito bem retratados, tornando o filme magnífico.
Os protagonistas
roubam a cena. Nicholson faz o papel de sua vida, cheio de energia na medida certa,
um perfeito anti-herói. Apesar de estar tentando fugir do trabalho e da prisão,
é impossível não nos afeiçoarmos a ele. É um ótimo trabalho apresentá-lo de
forma tão humana, capaz de encher de alegria e reivindicações justas um lugar
em que o que governa é a exceção e o totalitarismo. Fletcher também encontrou o
tom certo de seu personagem, pois apesar de ser impossível não odiá-la (sua voz
calma nos irrita ainda mais), ela também demonstra seu lado bom ao querer
cuidar de Mac (Nicholson), considerando que está fazendo o melhor para ele e
para todos os pacientes. Vale ressaltar que ela também é fruto deste sistema,
pois está inserida nesta lógica e deve ter sido moldada pela instituição.
Realmente a presença
de Mac no manicômio muda tudo – um ex-prisioneiro vem defender seus direitos e
de seus colegas, além de demonstrar valores como amizade, fidelidade e
companheirismo. As tomadas de Forman também dão um excelente toque,
principalmente em seus closes, como no caso da discussão final entre Billy e a
enfermeira chefe. A sequência final, com o suicídio, o colapso do protagonista e a fuga magistral do "chefe" realmente torna-se o ápice do filme, além de ser uma louvável ousadia, polêmico e brilhante. Um dos melhores filmes de todos os tempos, em todos os aspectos, que certamente vai agradar a todos que apreciam a sétima arte.
Nota 100/100
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