quinta-feira, 21 de março de 2013

Intocáveis

Ficha TécnicaIntouchables, 2011.
Gênero: Comédia, Drama.
Direção: Olivier Nakache e Eric Toledano.
Elenco: Omar Sy, François Cluzet, Anne Le Ny, Audrey Fleurot, Cyril Mendy, Alba Gaia Bellugi, Thomas Solivéres, Absa Diatou Toure.
País: França.
Tempo: 112 min. 
Idioma: Francês.

   Recentemente tenho visto filmes com temáticas semelhantes – a relação entre pessoas que necessitam de cuidados com aqueles que são responsáveis por tais cuidados: Amor, O Escafandro e a Borboleta e As Sessões estão entre eles, ainda que sejam muito diferentes entre si, tanto em qualidade como em abordagem ou gênero. Intocáveis também vai lidar com esse assunto, e também de forma diferente.
     A comédia foi o gênero escolhido pelos diretores para mostrar a relação de Philippe (Cluzet), um milionário tetraplégico, e Driss (Sy), um imigrante ex-presidiário que é contratado para cuidar do milionário – ainda que não tenha experiência alguma no assunto. O filme em momento algum questiona a questão migratória da França, a qualidade de vida de uma pessoa com necessidades especiais e sua interação com a sociedade (aliás, o fato de ele ser milionário possibilita amenizar a situação) ou as desigualdades sociais, que são gritantes entre os dois. Não há qualquer engajamento social por parte do filme; não que seja uma obrigatoriedade do cinema, mas no meu conceito, quando há, engrandece o filme.
         A história é recheada de clichês, principalmente o desenrolar dos protagonistas. No entanto, também é engraçada, conseguindo nos divertir quase a todo momento, mas também carregando um leve tom dramático. Foge do pastelão, mas também do humor negro – acredito que encontra um bom equilíbrio no que concerne às piadas. Os dois personagens são trabalhados de maneira extensiva, para que possamos nos envolver bem com eles, ainda que de maneira superficial e um tanto estereotipada – isso pode ser inclusive uma vantagem do filme, visto que não faz grandes indagações.
Os dois atores principais fazem um excelente trabalho, mas a alma do longa é Sy – talvez por ter inclusive um personagem que possibilite tal destaque, contrastando com Cluzet. A química entre os dois é ótima. Um filme que nos diverte e também difere do tradicional cinema francês, talvez revelando uma influência das comédias estadunidenses – no ritmo do desenvolvimento da história, e não no estilo, que para nossa sorte, está longe do pastelão.




Nota 78/100

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