segunda-feira, 25 de março de 2013

Chinatown

Ficha TécnicaChinatown, 1974.
Gênero: Drama, Crime, Suspense.
Direção: Roman Polanski.
Elenco: Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston, Perry Lopez, John Hillerman, Roy Jenson, Diane Ladd, Darrell Zwerling, Joe Mantell, Bruce Glover, Burt Young, Belinda Palmer.
País: Estados Unidos.
Tempo: 130 min. 
Idioma: Inglês.

    Eu li muito mais do que realmente assisti filmes considerados noir; aprendi sobre sua estética, roteiros, dentre outras características. Todos os filmes que se enquadram em tal classificação ou que foram influenciados por este estilo que eu assisti não foram do período áureo do cinema noir, as décadas de 1940 e 1950, e sim mais recentes, como Los Angeles – Cidade Proibida. Chinatown é dito um clássico do cinema noir, ao revisitá-lo já na década de 1970, que conta com uma única mudança evidente – as cores ao invés do tradicional preto e branco.
    Chinatown conta com boas atuações – Dunaway está sólida e faz um bom trabalho; Huston realmente engrandece as cenas em que está presente; e Nicholson realmente faz uma ótima atuação, responsável por conduzir o filme de maneira brilhante. O roteiro é centrado na investigação de seu personagem, Gittes, um detetive particular que ganha a vida investigando casos extra-conjugais; ao ser contratado para investigar o chefe do departamento de água de Los Angeles, percebe que entrou numa trama complexa e que tanto ele, quanto nós, não sabemos realmente o que está acontecendo.
      O filme nos traz as reviravoltas e dúvidas clássicas do cinema noir, sempre nos deixando incertos sobre o que realmente está acontecendo e qual a real intenção dos personagens a cada momento. Também traz a complexa rede de corrupção na cidade, a disputa pelos recursos naturais (água) e a politicagem da cidade. Apesar de Chinatown (o bairro) pouco aparecer, há uma comparação excelente entre a Los Angeles e o bairro chinês, com uma ótima metáfora sobre a ausência de lei e ordem no bairro e na cidade como um todo.
   O longa também apresenta aspectos chocantes, e nos surpreende a cada virada, com um final inesperado e angustiante. Além do choque com o trágico final de Evelyn Mulwray (Dunaway), é impossível não pensar no futuro Katherine, sua filha (Palmer). Nos traz também a sensação de impotência, que provavelmente é compartilhada por Gittes ao final, diante deste poderoso esquema de corrupção e este turbilhão que envolveu todas estas pessoas que buscaram enfrentá-lo ou ao menos deixá-lo. Apesar de clichê mencionar isso, realmente nem tudo é o que parece, e o filme ainda conta com uma ótima direção de Polanski, com cenas interessantíssimas como a do beijo entre os protagonistas, que envolve também um nariz cortado e sujo de sangue no meio.


Nota 93/100

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