Gênero: Drama, Guerra.
Direção: Kim Nguyen.
Elenco: Rachel Mwanza, Serge Kanyinda, Mizinga Mwinga, Alain Lino Mic Eli Bastien, Ralph Prosper, Alex Herabo, Starlette Mathata, Sephora Françoise.
País: Canadá.
Tempo: 90 min.
Idioma: Francês, Lingala.
Este filme canadense nos mostra a história de uma menina, que vivia numa miserável e pequena tribo africana, e após a invasão da tribo por rebeldes que lutam contra o governo do país, é obrigada a assassinar seus pais (para poupá-los de uma morte mais dolorosa) e a se juntar aos rebeldes como uma criança-soldado. Podemos observar gravíssimos problemas de diversos países africanos – guerra civil, crianças incorporadas aos exércitos rebeldes, miséria, violência.
O filme não busca trabalhar as questões maiores que levaram esse país a tal destino; nem ao menos nos mostra o motivo “oficial” do conflito (se é que há alguma razão), ou mesmo a atuação do governo que enfrenta estes rebeldes. No entanto, qualquer pessoa com um conhecimento mínimo da história africana pode compreender alguns aspectos – e o colonialismo, imperialismo e disputas das grandes potências, se aliando e armando chefes tribais e governantes de Estados marionetes no continente africano são razões que todos poderão observar se analisarem criticamente o passado.
A Feiticeira da Guerra prefere não se envolver neste vespeiro, evitar tocar em tais feridas europeias. O longa “apenas” nos mostra a dureza, barbaridade e violência destes conflitos, mas temos uma clara ideia do que levou a ele. Mas do mesmo jeito que não sabemos o motivo da guerra, tampouco os soldados, crianças ou não, aparentam saber o porquê de estarem lutando. A menina Komona (Mwanza) tem sua infância roubada prematuramente, aos doze anos; adquire o status de feiticeira, bruxa, mas que tampouco pode lhe garantir muita segurança. É obrigada a matar até mesmo seus entes queridos, mas também desconhecidos; assiste também a morte daqueles que ama, dentro de um exército de crianças.
Ela se apaixona pelo Mágico (Kanyinda), outro soldado-criança, que a protege e a pede em casamento, após terem fugido do exército rebelde. Percebemos que estas crianças, que apesar de terem perdido sua infância há muito tempo, continuam crianças, e procuram viver felizes – o que momentaneamente conseguem. O romance entre eles é algo que pode provocar inúmeras discussões – afinal, ela tem apenas 13 ou 14 anos, e casou-se com outra criança; ao mesmo tempo, eles se amam e se protegem. Entretanto, independente de podermos formar uma opinião sobre tal situação, a guerra novamente os atinge, mostrando o quão difícil é fugir destas barbaridades.
Ela volta para a guerra após ficar viúva – é arrastada de volta para o exército rebelde. Fica grávida do comandante, que a obrigou a casar com ele; e este ao meu ver é o único grande defeito do filme – a gravidez dela, que desde o início temos uma suspeita como se deu, pois ela narra a história para o filho que ainda não nasceu. Após o nascimento do bebê, pouco se trabalhou esta relação, ainda que tenha criado muitas expectativas sobre. Como o filme tem apenas 90 minutos, poderia se estender um pouco mais, para também elaborar este aspecto.
A fotografia do filme é excelente, sendo acertada a decisão de filmar no RD Congo. Os atores fazem um excelente trabalho – o fato de serem amadores, mas nativos daquele mesmo país, certamente contribuiu para as ótimas atuações, principalmente de Mwanza, que alterna os momentos de sofrimento e alegria muito bem, mas sempre com a aura de alguém que está em constante sofrimento, tendo em vista sua história. Kanyinda também faz um excelente trabalho. A trilha sonora também se encaixa muito bem em todos os momentos.
Este filme canadense nos mostra a história de uma menina, que vivia numa miserável e pequena tribo africana, e após a invasão da tribo por rebeldes que lutam contra o governo do país, é obrigada a assassinar seus pais (para poupá-los de uma morte mais dolorosa) e a se juntar aos rebeldes como uma criança-soldado. Podemos observar gravíssimos problemas de diversos países africanos – guerra civil, crianças incorporadas aos exércitos rebeldes, miséria, violência.
O filme não busca trabalhar as questões maiores que levaram esse país a tal destino; nem ao menos nos mostra o motivo “oficial” do conflito (se é que há alguma razão), ou mesmo a atuação do governo que enfrenta estes rebeldes. No entanto, qualquer pessoa com um conhecimento mínimo da história africana pode compreender alguns aspectos – e o colonialismo, imperialismo e disputas das grandes potências, se aliando e armando chefes tribais e governantes de Estados marionetes no continente africano são razões que todos poderão observar se analisarem criticamente o passado.
A Feiticeira da Guerra prefere não se envolver neste vespeiro, evitar tocar em tais feridas europeias. O longa “apenas” nos mostra a dureza, barbaridade e violência destes conflitos, mas temos uma clara ideia do que levou a ele. Mas do mesmo jeito que não sabemos o motivo da guerra, tampouco os soldados, crianças ou não, aparentam saber o porquê de estarem lutando. A menina Komona (Mwanza) tem sua infância roubada prematuramente, aos doze anos; adquire o status de feiticeira, bruxa, mas que tampouco pode lhe garantir muita segurança. É obrigada a matar até mesmo seus entes queridos, mas também desconhecidos; assiste também a morte daqueles que ama, dentro de um exército de crianças.
Ela se apaixona pelo Mágico (Kanyinda), outro soldado-criança, que a protege e a pede em casamento, após terem fugido do exército rebelde. Percebemos que estas crianças, que apesar de terem perdido sua infância há muito tempo, continuam crianças, e procuram viver felizes – o que momentaneamente conseguem. O romance entre eles é algo que pode provocar inúmeras discussões – afinal, ela tem apenas 13 ou 14 anos, e casou-se com outra criança; ao mesmo tempo, eles se amam e se protegem. Entretanto, independente de podermos formar uma opinião sobre tal situação, a guerra novamente os atinge, mostrando o quão difícil é fugir destas barbaridades.
Ela volta para a guerra após ficar viúva – é arrastada de volta para o exército rebelde. Fica grávida do comandante, que a obrigou a casar com ele; e este ao meu ver é o único grande defeito do filme – a gravidez dela, que desde o início temos uma suspeita como se deu, pois ela narra a história para o filho que ainda não nasceu. Após o nascimento do bebê, pouco se trabalhou esta relação, ainda que tenha criado muitas expectativas sobre. Como o filme tem apenas 90 minutos, poderia se estender um pouco mais, para também elaborar este aspecto.
A fotografia do filme é excelente, sendo acertada a decisão de filmar no RD Congo. Os atores fazem um excelente trabalho – o fato de serem amadores, mas nativos daquele mesmo país, certamente contribuiu para as ótimas atuações, principalmente de Mwanza, que alterna os momentos de sofrimento e alegria muito bem, mas sempre com a aura de alguém que está em constante sofrimento, tendo em vista sua história. Kanyinda também faz um excelente trabalho. A trilha sonora também se encaixa muito bem em todos os momentos.
Nota 89/100
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