segunda-feira, 4 de março de 2013

As Sessões

Ficha Técnica: The Sessions, 2012.
Gênero: Comédia, Drama, Romance.
Direção: Ben Lewin.
Elenco: John Hawkes, Helen Hunt, William H. Macy, Moon Bloodgood, Annika Marks, Adam Arkin, W. Earl Brown, Robin Weigert, Ming Lo, Jennifer Kumiyama.
País: Estados Unidos.
Tempo: 95 min. 
Idioma: Inglês.

    O filme nos mostra um tema polêmico e raramente debatido – a vida sexual das pessoas com alguma deficiência física. No entanto, aqui a situação é extrema, pois Mark (Hawkes) tem seu corpo paralisado do pescoço para baixo, em razão de uma poliomielite. Seus pulmões são fracos, então depende de uma imensa máquina da qual não pode ficar distante muito tempo. Além de toda essa complicada maneira de se viver, Mark ainda se culpa pela morte de sua irmã e sofre por não ter um relacionamento amoroso e ainda ser virgem, aos 38 anos de idade.
       Para resolver seu problema com relação ao sexo, ele procura a terapeuta Cheryl (Hunt), com a qual ele tem relações sexuais para que possa compreender como deve se portar com relação ao tema, principalmente tendo em vista sua condição física de movimentação limitada. O filme nos traz temas polêmicos, ainda que procure mais demonstrar a necessidade que pessoas na condição de Mark tenham um vida saudável e confortável – principalmente pelo fato de que necessidades básicas dele não são tão facilmente obtidas quanto para uma pessoa sem tais problemas. Mostra também o envolvimento pessoal de ambos, indo muito além do profissional. No entanto, o intuito não é gerar uma grande discussão sobre o tema.
      Outro ponto importante é a questão da religião com relação ao sexo – e o tabu aqui é trabalhado de maneira otimista, com um padre (Macy), amigo de Mark, muito progressista, que soube conciliar suas crenças e as de Mark (muito religioso) com o bem-estar do amigo. No entanto, infelizmente ele representa também uma minoria dentro da instituição religiosa, e o filme tampouco quer realmente levantar tal discussão. 
      Contamos com atuações sólidas de Hawkes, Hunt e Macy. As cenas que envolvem nudez e sexo não são exageradas ou apelativas, estando em sintonia com a sutileza do filme. Percebemos que partes das dificuldades, inseguranças e dúvidas enfrentadas por Mark não são uma peculiaridade sua, e sim do ser humano. Tal posição também é revelada nas conversas com que Mark tem com seus “ajudantes”, Bloodgood, Brown e Marks. Um bom filme, que mesmo lidando com um tema delicado, consegue nos divertir e nos fazer rir, além de contribuir para identificarmos como muitas vezes o preconceito com relação à pessoas em condições semelhantes as de Mark atrapalha sua socialização, mas assim que tal barreira é superada, a relação pode se desenvolver de maneira profunda e “normal” para todos.





Nota 80/100

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