Gênero: Ação, Aventura, Ficção-Científica.
Direção: Bryan Singer.
Elenco: Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Halle Berry, Nicholas Hoult, Ellen Page, Peter Dinklage, Patrick Stewart, Ian McKellen, Shawn Ashmore, Omar Sy, Evan Peters, Daniel Cudmore, Bingbing Fan, Josh Helman, Booboo Stewart, Lucas Till, Adam Canto.
País: Estados Unidos, Reino Unido.
Tempo: 131 min.
Idioma: Inglês.
O quinto filme da
franquia X-Men (sem contar os dois que envolvem apenas Wolverine) vem com a
difícil missão de tentar amarrar a trilogia inicial com o bom X-Men: Primeira Classe. Isso porque este
filme de 2011 acabou por gerar (ou enfatizar ainda mais) algumas incoerências
entre os personagens – se considerarmos os filmes de Wolverine, tudo estaria
perdido.
E desta forma, o
diretor Bryan Singer encontrou talvez uma maneira de consertar essa bagunça
toda – viajando no tempo e colocando a casa em ordem. Contudo, isso resolve em
partes os problemas, deixando ainda muitos furos para os próximos longas, mas
ao mesmo tempo resolvendo muitos problemas. Pra começar, a própria existência
de Xavier, em seu próprio corpo, já não encontra explicação (ele havia sido
desintegrado por Jean Grey); ou como Magneto recuperou seus poderes (havia
perdido eles em razão da vacina aplicada pelo Fera no Confronto Final).
Outra sequência digna
de nota é a fuga do pentágono, em que um show de imagens é proporcionado pelo
diretor ao colocar Mercúrio (Evan Peters, bem no papel) em ação. Talvez um
certo exagero, que podemos perdoar por licença poética. Afinal, da maneira que
é colocado, ele seria o herói mais poderoso de todos, sem chance para ninguém enfrenta-lo.
As cenas em que Mística (Lawrence) resgata seus companheiros do exército também
são bem trabalhadas, bem como os confrontos entre eles no passado.


Dias de um Futuro Esquecido continua com o estilo dos anteriores,
de cada vez mais vincular fatos históricos reais com a atuação dos mutantes –
II Guerra Mundial, Crise dos Mísseis, Guerra do Vietnã, assassinato de JFK,
etc. E isso, ao meu ver, além de ótima escolha, é feito de forma muito
competente. As cenas de ação estão ainda superiores – Magneto continua a
impressionar com seu poder e ações (não contente em mover pontes e navios,
agora é um estádio); mas o destaque desta vez é para a batalha final, ápice do
filme. No início já temos uma prévia, mas a final, que conta com mais mutantes
(e todos morrem!) é realmente impressionante. Ver tantos mutantes poderosos, um
a um, sendo derrotados – Colossus, Bishop, Bing, Apache, Magneto, Tempestade,
Iceman, Mancha Solar. Realmente foi o ápice de ação do filme.

Ainda temos a ótima junção dos elencos da trilogia clássica
com o filme de 2011 – conseguindo concentrar as ótimas interpretações que todos
podem dar – Fassbender e McKellen, McAvoy e Stewart, Hugh Jackman, Jennifer
Lawrence. Todos os principais atores conseguem ótimas atuações. Talvez a grande
decepção tenha sido Peter Dinklage (Bolívar Trask), que ficou realmente
subaproveitado.
Enfim, um bom retorno do grupo de heróis às
telonas, mas que ainda possuem muito o que explicar. Mantém a evolução constante
do argumento social (temas como preconceito, darwinismo), que seguem
amadurecendo, dentro da superficialidade que é normal dentro deste estilo de
filmes. Esperamos que os furos sejam realmente consertados, tendo em vista o fantástico
potencial que a série possui.