Gênero: Ação, Aventura, Drama, Bíblico.
Direção: Darren Aronofsky.
Elenco: Russell Crowe, Jennifer Connelly, Ray Winstone, Emma Watson, Anthony Hopkins, Logan Lerman, Douglas Booth, Nick Nolte, Leo McHugh Carroll, Marton Csokas, Madison Davenport.
País: Estados Unidos.
Tempo: 138 min.
Idioma: Inglês.
Temos o consagrado
Russell Crowe no papel principal, voltando a ser acompanhado de Jennifer
Connelly – eles reeditam a parceria de Uma
Mente Brilhante – contudo, em filme inferior e atuações ainda mais
inferiores (aquele talvez tenha sido o melhor trabalho do australiano). Emma Watson
tem boa atuação, Hopkins faz seu papel de sempre (um velho sábio) na pele de
Matusalém, Winstone é o vilão Tubal-caim por demais caricaturado e os filhos de
Noé com Naamé não merecem nenhum destaque. Apesar de tudo, Crowe realmente
decepciona, mantendo a mesma feição, não conseguindo trazer uma característica
mais humana para o protagonista.
Esse sentimento somente não foi maior em razão do
conflito interno pelo qual o fanatismo de Noé o levou, em determinados momentos,
às últimas consequências. Outro ponto que talvez não tenha agradado a muitas religiões
foi a visão negativa de um Deus vingativo e cruel, que deixou de fora da arca,
junto com os membros violentos do grupo vilão, uma população desesperada e
abandonada.
Depois dos épicos de
super-heróis das histórias infantis (João e Maria, João e o Pé de feijão, O
Mágico de Oz, etc.), surgem os épicos de fantasia bíblicos. Apesar de muitos
esperarem, este não é um novo Os Dez
Mandamentos. E essa diferença não se dá por conta do excelente diretor
Darren Aronofsky, que infelizmente tem um dos piores filmes de sua carreira.

O filme conta com
bons efeitos especiais, apesar de muitas vezes parecerem desnecessários. A cena
da batalha, para minha surpresa, me remontou à trilogia do Senhor dos Anéis, com as criaturas gigantes esmagando os invasores,
enquanto Noé liderava tudo. A surpresa foi no sentido negativo, realmente
desproporcional.
Houve uma tentativa
em questionar as decisões de certa forma fanáticas e irracionais de Noé, mas
tudo acabou se perdendo em meio a tanta confusão e pobreza de roteiro e seus
personagens. O clichê de o vilão entrar na arca, comer as cobras e tudo que
está por trás desta ação é lamentável. Não esperava uma adaptação bíblica da
história, uma ponta ingênua de esperança talvez tenha criado a expectativa de
uma crítica a alguns aspectos da religião, que aparentemente apareceram e
rapidamente saíram. Sobrou apenas uma mistura de fantasia, criacionismo,
evolucionismo e moralismo, que tornou um filme digno de desapontamento.

Nota 52/100
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