Gênero: Drama.
Direção: Alexander Payne.
Elenco: Bruce Dern, Will Forte, June Squibb, Bob Odenkirk, Stacy Keach, Mary Louise Wilson, Rance Howard, Angela McEwan.
País: Estados Unidos.
Tempo: 115 min.
Idioma: Inglês.
As atuações são realmente
espetaculares. Bruce Dern realmente está fantástico, com ótimo apoio de June
Squibb. Will Forte e Bob Odenkirk (ator que fez Saul Goodman) fazem um bom
papel, sendo o primeiro o responsável por conduzir a trama junto com Dern – e talvez
por isso, em razão da exigência, tenha a performance mais fraca entre os
quatro.
A escolha pelo preto
e branco é realmente excelente, como uma volta ao passado – da mesma forma que
Woody Grant (Dern) retorna ao passado quando sai em busca de seu R$ 1 milhão. Os
conflitos familiares que surgem – principalmente durante a viagem, entre o
núcleo mais próximo (casal e filhos) e o núcleo estendido. O fato de se lidar
com a velhice dentro da família também é abordado, revelando a dificuldade de
cada um em se relacionar com o idoso Woody Grant.
Apesar de não nos
trazer algo inovador e contar com um tempo relativamente curto, os personagens são
bem trabalhados e desenvolvidos. Não irá apresentar uma grande questão antropológica
ou social, e sim a dificuldade do cotidiano do idoso que vai se tornando senil
e a situação que sua família deve enfrentar em razão disso.
Este drama/comédia de Alexander Payne apresenta seu
estilo em outros filmes anteriores. Contudo, se compararmos Sideways, Os Descendentes e Nebraska,
a sensação é que o aspecto dramático vai se intensificando. Enquanto que Sideways aparenta ser uma comédia com
uma pitada de drama, Os Descendentes se
divide mais – além das cenas mais cômicas na família, há o amigo da filha,
personagem para aliviar a carga dramática da morte e do adultério da mãe. Isso tudo
acompanhado do drama familiar. Por último, chegamos a Nebraska, que se apresenta como um drama, com pitadas de comédia.



Nota 90/100
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