Gênero: Terror, Drama.
Direção: Kimberly Peirce.
Elenco: Chloë Grace Moretz, Julianne Moore, Gabriella Wilde, Judy Greer, Ansel Elgort, Portia Doubleday, Zoë Belkin, Alex Russell, Barry Shabaka Henley, Samantha Weinstein, Karissa Strain, Katie Strain.
País: Estados Unidos.
Tempo: 100 min.
Idioma: Inglês.
Podemos elogiar o
trabalho de Peirce ao adaptar a história ao cotidiano atual, com social e
tecnologicamente. E só. Qualquer aspecto do poder de persuasão feminino
relacionado ao sexo, presente no filme anterior, inexiste neste. Julianne Moore
faz bem o papel de Margaret, mãe de Carrie, ainda que em alguns momentos um
pouco caricato. Já a protagonista, vivida por Chloë Moretz, decepciona. Mas o
roteiro tampouco ajuda.
A história é contada
não a partir da ótica de Carrie, em que todos ao seu redor a importunavam e a
consideravam estranha. Neste filme, deixa-se claro quem eram os bons e os maus
alunos e amigos da história. Aqueles que apenas foram vítimas inocentes da
fúria de Carrie, fazendo com que a personagem perca muito de seu carisma e
compaixão que inicialmente podem existir. Aliás, o didatismo da diretora está
presente em todas as cenas, de forma excessiva. Não há espaço para ambiguidades
e nem mesmo para a imaginação – tudo é mastigado e direcionado. Além disso, o
elemento surpresa, já não basta todos conhecerem a história, está ainda mais
perdido, visto que ela descobre e pratica seus poderes antes da famosa cena do
baile.
Um filme irrelevante
e totalmente dispensável – ao contrário do primeiro, que tornou-se um clássico
do terror. Tenho minhas dúvidas inclusive se podemos classificar este como do
gênero terror. A cena do baile é realmente lamentável, quando ela começa a
executar sua vingança, além de ser recheadas de clichês. Me parecia muito mais
um filme de ficção, ou mesmo super-heróis. Talvez se adequasse mais como “X-Men Origins: Jean Grey”.
Remakes são sempre
complicados, mas alguns conseguem se superar – pro bem e pro mal. Infelizmente,
este é um caso de superação pro mal – a expectativa já era baixa, mas ainda
assim, o filme revelou-se uma decepção sem tamanho. A diferença de qualidade é
tão evidente, ao compararmos este longa com o filme de Brian de Palma que não
fosse o roteiro simples, nem poderia ser considerado um remake de tão distintos
em qualidade que são.



Nota 46/100
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