segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Capitão Phillips

Ficha Técnica: Captain Phillips, 2013.
Gênero: Biografia, Drama, Suspense.
Direção: Paul Greengrass.
Elenco: Tom Hanks, Barkhad Abdi, Michael Chernus, Barkhad Abdirahman, Faysal Ahmed, Mahat M. Ali, Catherine Keener, David Warshofsky, Corey Johnson, Chris Mulkey.
País: Estados Unidos.
Tempo: 134 min. 
Idioma: Inglês, Somali.

     O roteiro de Capitão Phillips é uma clássica epopeia individual que tanto agrada ao público estadunidense e a Hollywood. O capitão representa o bom cidadão, trabalhador, correto e inteligente que se encontra em meio a uma situação desesperadora e perigosa, da qual ele não é culpado.
   O longa apresenta uma ideia geral da vida pregressa dos protagonistas, buscando uma contextualização mínima e tentando evitar, mas apenas com relativo sucesso, uma divisão maniqueísta dos dois lados. O filme cai de qualidade ao longo do tempo, com um final exageradamente patriótico e ufanista; a impressão que fica é que ele vai perdendo o pouco senso crítico que continha. A disparidade de forças entre os EUA e os piratas somalianos é absurda, e pensar em como eles são atualmente colocados como uma ameaça à economia mundial beira o ridículo.
        A atuação é realmente muito boa – Tom Hanks faz seu clássico papel carismático e cativante, de um homem tranquilo; o grande destaque vai para Barkhad Abdi no papel do líder somaliano, Muse. Ele consegue transmitir tanta coisa apenas com o olhar, além de seus momentos de explosão e ironia muito bem representados. A direção é interessante, e realmente consegue nos prender e trazer os requintes de tensão e dramaticidade, mesmo todos sabendo que o Capitão sobreviveria. As cenas de ação são muito bem executadas, e a característica física dos piratas é realmente um ponto forte e marcante do longa.
      Um filme que apenas resvala em aspectos críticos, que com uma visão mais aprofundada e conhecendo um pouco mais o trabalho do diretor, talvez até queira expor alguns aspectos desta relação dos EUA com a África e a parcela de culpa deles, mas apenas com muito esforço e força de vontade por parte do espectador.





Nota 74/100

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