Gênero: Biografia, Comédia, Crime.
Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robie, Rob Reiner, Kyle Chandler, Jon Bernthal, Jon Favreau, Jean Dujardin, Joanna Lumley, Cristin Milioti, Katarina Cas, P.J. Byrne, Kenneth Choi, Matthew McConaughey, Brian Sacca, Henry Zebrowski, Jake Hoffman, Shea Whigham.
País: Estados Unidos.
Tempo: 180 min.
Tempo: 180 min.
Idioma: Inglês, Francês.
Este talvez seja o
maior defeito do filme, pois em determinado momento o torna muito cansativo. Mas
não deixa de ser realmente engraçado, ao menos para aqueles que não o
consideram amoral. Houve momentos em que metade do cinema gargalhava, enquanto a outra
metade se revoltava por dentro. A direção e a trilha sonora permitem que desfrutemos do
aspecto cômico do filme, ainda que também seja feito para chocar a plateia.
Entretanto, talvez ele
acabe apenas por resvalar em qualquer crítica ao estilo de vida de Wall Street,
com seus excessos e levando diversas vezes o mundo a crises econômicas – ainda que
não se importem com isso. Para os mais críticos, podem perceber que este estilo
de vida, através destes meios utilizados para alcançá-lo, talvez não devesse
ser tão endeusado. Mas acredito que apenas se o espectador já apresentasse uma tendência
em fazer esta análise, é que poderia ser percebido. Uma escolha legítima do
diretor e do roteirista, mas uma posição mais contundente neste sentido me
agradaria mais. E deixa claro também que este “Lobo” de Wall Street não é, na
realidade, nem mesmo realmente parte do sério problema que representam as
bolsas de valores e a especulação na economia capitalista internacional.
As atuações são realmente
muito boas. DiCaprio realmente está em seu auge, conseguindo agora circular
entre estilos de filmes tão diferentes – dramas, comédias, romances – e entre
personagens tão distintos. Hill realmente completa muito bem a dupla,
colocando-se como uma das melhores revelações de Hollywood recentemente. Robie faz
bem seu papel, Dujardin está excelente e roubando as cenas em que aparece; e
cabe destacar também a ponta de McConaughey, que apesar de pequena, foi
marcante.
Este novo filme do gênio Martin Scorsese nos traz um estilo de vida
carregado de excessos, e o objetivo é mostrar, de forma excessiva, todos eles
no cinema. Certamente, é um longa que constrange a muitos, mesmo aos mais “liberais”.
As cenas de sexo e drogas, além de um humor negro em determinados momentos, são
fortes. Mas o único excesso que me incomodou foi a duração do filme, demasiado
longo e repetitivo, ainda que tenha sido baseado em dois livros que somados
possuem mais de mil páginas.



Apesar de longo,
realmente um filme que vale muito ser visto. Possivelmente, se estivesse sido
realizado por outro diretor, a crítica não seria tão forte. Mas de Scorsese
devemos exigir sempre o melhor – e mesmo quando não obtemos, ainda assim
podemos encontrar um bom filme.
Nota 85/100
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