Gênero: Crime, Drama.
Direção: Rob Reiner.
Elenco: Tom Cruise, Demi Moore, Jack Nicholson, Kevin Pollack, Kevin Bacon, James Marshall, Wolfgang Bodison, J.T. Walsh, Kiefer Sutherland, J.A. Preston, .
País: Estados Unidos.
Tempo: 138 min.
Idioma: Inglês.
Nos EUA, a questão da dedicação dos militares é muito forte, e a propaganda envolvida para o apoio ao “trabalho” deles é muito grande. Basta lembrar que o exército deles é formando inteiramente por pessoas que escolhem esta carreira livremente, sem haver recrutamento. Este filme nos mostra um pouco alguns aspectos deste exército, e talvez o mais respeitado e fanático deles – os fuzileiros navais.
Eles vivem sob alguns
códigos, como o mencionado “Unit, Corps,
God, country” – toda a dedicação deles é mostrada, e como são ótimos
soldados que cumprem ordens. Há também um questionamento sobre esta extrema
rigidez da corporação, se ela é realmente necessária, se o excesso de violência
pode levar a casos como a morte de William Santiago. No entanto, quando se
referem à base naval de Guantánamo e aos soldados que a guardam – estes são
heróis! Cubanos estão treinados para matá-los, e eles devem proteger o muro, e
por aí vai. Estes mesmos militares que mataram seu próprio integrante, mas
certamente devem respeitar os cubanos que habitam o território que os EUA
imoral e ilegalmente ocupam na ilha caribenha.
Procura-se questionar, em partes, a ideologia por trás do exército estadunidense. Na verdade, não tanto a ideologia e o patriotismo deles, apenas suas distorções – que acabam por prejudicar alguns homens de honra. E esta é uma contradição do filme: poucos homens de honra – então a base é uma instituição corrompida. Mas ela é também formada por heróis que realmente a fazem imprescindível?
Nos EUA, a questão da dedicação dos militares é muito forte, e a propaganda envolvida para o apoio ao “trabalho” deles é muito grande. Basta lembrar que o exército deles é formando inteiramente por pessoas que escolhem esta carreira livremente, sem haver recrutamento. Este filme nos mostra um pouco alguns aspectos deste exército, e talvez o mais respeitado e fanático deles – os fuzileiros navais.

Procura-se questionar, em partes, a ideologia por trás do exército estadunidense. Na verdade, não tanto a ideologia e o patriotismo deles, apenas suas distorções – que acabam por prejudicar alguns homens de honra. E esta é uma contradição do filme: poucos homens de honra – então a base é uma instituição corrompida. Mas ela é também formada por heróis que realmente a fazem imprescindível?
O filme conta com excelentes atuações – Cruise,
Moore, Sutherland, Walsh, Pollak, Bacon. Todos estão muito bem no longa, ainda
que o destaque seja Jack Nicholson, mesmo com pouco tempo em tela. Tom Cruise faz uma boa atuação, fazendo ótimo contraponto com a atuação mais
“robótica” de Demi Moore. Apenas os
dois réus nos trazem uma atuação mais discreta e de menos destaque. O julgamento
realmente é muito interessante, ainda que se tenha em mente todas as críticas
feitas acima. Ele é envolvente e bem dirigido, com excelentes momentos e que
certamente enchem os olhos (e iludem) daqueles que pensam em estudar direito.
O fato de o julgamento também incluir uma certa investigação
deixa o procedimento mais interessante. Entretanto também há um aspecto
negativo no caso do tribunal – toda a preparação envolvida que nos é mostrada
acaba por tirar qualquer surpresa. Eles buscam explicar, didaticamente
inclusive, todos os passos que vão tomar, reduzindo o impacto de muitos
momentos. O que demonstra grande habilidade de ainda envolver o espectador sem
o fator surpresa. Enfim, um filme interessante, mas prejudicado pelo alto teor patriótico
fanático.
Nota 79/100
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