Gênero: Ação, Drama, Fantasia.
Direção: Noam Murro.
Elenco: Sullivan Stapleton, Eva Green, Callan Mulvey, Rodrigo Santoro, Lena Headey, Hans Matheson, David Wenham, Jack O'Connell, Igal Naor, Andrew Tiernan, Andrew Pleavin, Ben Turner.
País: Estados Unidos.
Tempo: 102 min.
Idioma: Inglês.
Esta nova produção do
filme 300 acaba por ter início antes
da Batalha das Termópilas, retratada no primeiro filme, passar por ela e termina
após a famosa batalha, nas Guerras Médicas. Zack Snyder, que dirigiu o
primeiro, assina agora apenas como roteirista e produtor, deixando claro que a
cadeira de diretor é mais adequada para ele do que os papéis assumidos aqui (não
que O Homem de Aço seja razoável –
pelo contrário, mas temos Watchmen
para equilibrar um pouco). O novato Noam Murro imita o estilo do primeiro filme
com razoável semelhança, mas sem o mesmo sucesso.
Já a trama e o
roteiro são terríveis. A história, além de superficial, com diálogos péssimos,
discursos de auto-ajuda como preleções de batalhas, a insistência no “espírito grego”
lembrado por Temístocles (Stapleton) o tempo inteiro beira um nacionalismo fanático,
perigoso e que não existia desta forma na Grécia Antiga. Os guerreiros
atenienses, todos eles, são tão bons quanto os espartanos (um grande furo no
roteiro, visto como Esparta foi retratada no primeiro filme). Artemísia (Green)
revela-se a personagem mais interessante, talvez por ser a menos superficial. E
ainda que o destino da guerra tenha sido decidido basicamente por suas ações e
pelas de outra mulher, a rainha Gorgo (Headey), a cena de sexo revela-se muito
machista em alguns aspectos e beira o ridículo em tantos outros. Xerxes
(Santoro) perde espaço ao longo da trama, apesar da tentativa de explicar o
motivo de adquirir tal forma e natureza.

O viés mercadológico e
de busca pelo lucro no lançamento deste filme está mais evidente do que
geralmente Hollywood demonstra. Os efeitos especiais, apesar de um certo
exagero no uso do slow motion, me
agradaram. Não assisti em 3D, mas a impressão é que deve ser ainda melhor. Para
os muitos críticos, a proposta visual do filme era essa – e ele a alcança. Ótimas
sequências de ação, com efeitos digitais excelentes. O sangue não parece real? Qual
o problema? Este é o estilo do filme, assim como no primeiro. À sua maneira,
saiu-se bem o diretor neste aspecto.

As atuações são sofríveis
– Stapleton carece de tudo que um líder e guerreiro precisa, principalmente
carisma. Green, em sua atuação mais explosiva, nos traz um pouco mais de
qualidade para o elenco, mas tampouco consegue suplantar os inúmeros defeitos
do filme. Um filme que cumpre em partes a proposta do entretenimento (ou nem
isso), e ao meu ver, plenamente a proposta estética – o que acaba por torná-lo
muito pobre. A estética, produção, efeitos e direção não o complementam, como
aconteceu com Gravidade, e sim o deixam
ainda mais pobre.
Nota 51/100
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