segunda-feira, 21 de abril de 2014

300: A Ascensão do Império

Ficha Técnica300: Rise of an Empire, 2014.
Gênero: Ação, Drama, Fantasia.
Direção: Noam Murro.
Elenco: Sullivan Stapleton, Eva Green, Callan Mulvey, Rodrigo Santoro, Lena Headey, Hans Matheson, David Wenham, Jack O'Connell, Igal Naor, Andrew Tiernan, Andrew Pleavin, Ben Turner.
País: Estados Unidos.
Tempo: 102 min. 
Idioma: Inglês.

  Esta nova produção do filme 300 acaba por ter início antes da Batalha das Termópilas, retratada no primeiro filme, passar por ela e termina após a famosa batalha, nas Guerras Médicas. Zack Snyder, que dirigiu o primeiro, assina agora apenas como roteirista e produtor, deixando claro que a cadeira de diretor é mais adequada para ele do que os papéis assumidos aqui (não que O Homem de Aço seja razoável – pelo contrário, mas temos Watchmen para equilibrar um pouco). O novato Noam Murro imita o estilo do primeiro filme com razoável semelhança, mas sem o mesmo sucesso.
   O viés mercadológico e de busca pelo lucro no lançamento deste filme está mais evidente do que geralmente Hollywood demonstra. Os efeitos especiais, apesar de um certo exagero no uso do slow motion, me agradaram. Não assisti em 3D, mas a impressão é que deve ser ainda melhor. Para os muitos críticos, a proposta visual do filme era essa – e ele a alcança. Ótimas sequências de ação, com efeitos digitais excelentes. O sangue não parece real? Qual o problema? Este é o estilo do filme, assim como no primeiro. À sua maneira, saiu-se bem o diretor neste aspecto.
     Já a trama e o roteiro são terríveis. A história, além de superficial, com diálogos péssimos, discursos de auto-ajuda como preleções de batalhas, a insistência no “espírito grego” lembrado por Temístocles (Stapleton) o tempo inteiro beira um nacionalismo fanático, perigoso e que não existia desta forma na Grécia Antiga. Os guerreiros atenienses, todos eles, são tão bons quanto os espartanos (um grande furo no roteiro, visto como Esparta foi retratada no primeiro filme). Artemísia (Green) revela-se a personagem mais interessante, talvez por ser a menos superficial. E ainda que o destino da guerra tenha sido decidido basicamente por suas ações e pelas de outra mulher, a rainha Gorgo (Headey), a cena de sexo revela-se muito machista em alguns aspectos e beira o ridículo em tantos outros. Xerxes (Santoro) perde espaço ao longo da trama, apesar da tentativa de explicar o motivo de adquirir tal forma e natureza.
   As atuações são sofríveis – Stapleton carece de tudo que um líder e guerreiro precisa, principalmente carisma. Green, em sua atuação mais explosiva, nos traz um pouco mais de qualidade para o elenco, mas tampouco consegue suplantar os inúmeros defeitos do filme. Um filme que cumpre em partes a proposta do entretenimento (ou nem isso), e ao meu ver, plenamente a proposta estética – o que acaba por torná-lo muito pobre. A estética, produção, efeitos e direção não o complementam, como aconteceu com Gravidade, e sim o deixam ainda mais pobre.

Nota 51/100 

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