
Gênero: Guerra, Biografia, Drama;
Direção: Franklin J. Schaffner
Elenco: George C. Scott, Karl Malden.
País: Estados Unidos.
País: Estados Unidos.
Tempo: 172 min.
Idioma: Inglês, Francês, Alemão.
O aclamado filme
sobre o controverso general George Patton Jr. me agradou muito e me fez
refletir sobre alguns aspectos das guerras e suas hipocrisias e absurdos. O
general em questão é tratado como louco ou insano, mas considerado um dos
melhores militares dos EUA durante o conflito. Ao mesmo tempo, ele tenta se
afastar da política, numa ingenuidade que acima dos generais, as guerras são
feitas pelos políticos.
O filme nos mostra
algum dos horrores da guerra (desrespeito pela vida humana acima de tudo, neste
caso), como não poderia deixar de mostrar, apesar de não ser este o foco. Os
holofotes estão sobre Patton, suas declarações e atitudes polêmicas, e as
controvérsias com os demais militares.
Se as falas e
situações mostradas são reais ou não, será impossível termos certeza acerca de
tudo. Entretanto, ele é uma pessoa que comporta infinitas idiossincrasias,
assim como a guerra. Ao mesmo tempo que os generais o punem por tratar mal um
soldado, os mesmos generais tratam seus soldados como número durante todas as
guerras.
A desculpa utilizada para não se glorificar Patton
é sua irreverência e atitudes polêmicas, mas o filme as traz como, apesar de
algum egocentrismo por parte dele, muito objetivas e bem estruturadas. A
história nos faz criar uma simpatia pelo personagem, talvez inclusive com uma
visão romântica de um comandante patriota e de reputação ilibada, encarando
toda a situação de suas controversas atitudes de maneira ingênua, apenas como
um incompreendido – não há nenhum questionamento mais sério sobre seus altos e
baixos dentro do exército; mas tampouco há qualquer tomada de posição
questionando a mesma atitude do exército. Um filme patriota ao extremo,
inclusive com uma certa arrogância até mesmo com relação aos países aliados e à
Inglaterra, e que fica em cima do muro nas questões internas.
Outro ponto em
que o filme deixou a desejar é o fato de não mostrarem a história de Patton
antes da Segunda Guerra, em que ele realmente fazia o que pregava: ser duro nas
batalhas - isso não era algo da boca pra fora, visto que durante a Primeira
Guerra lutou até desmaiar por perder sangue durante uma batalha. Não estou
defendendo sua postura, mas a construção e contextualização do personagem é
essencial para que ele realmente não pareça um louco.
A atuação de Scott é excelente, ajudada pela
semelhança física dele com o verdadeiro Patton. A trilha sonora e efeitos do
filme é excelente, e as cenas de batalhas muito bem trabalhadas, fazendo um bom
retrato da guerra.
Nota 88/100
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