sábado, 14 de abril de 2012

Patton - Rebelde ou Herói?

Ficha técnica: Patton, 1970
Gênero: Guerra, Biografia, Drama;
Direção: Franklin J. Schaffner
Elenco: George C. Scott, Karl Malden.
País: Estados Unidos.
Tempo: 172 min.
Idioma: Inglês, Francês, Alemão.

       O aclamado filme sobre o controverso general George Patton Jr. me agradou muito e me fez refletir sobre alguns aspectos das guerras e suas hipocrisias e absurdos. O general em questão é tratado como louco ou insano, mas considerado um dos melhores militares dos EUA durante o conflito. Ao mesmo tempo, ele tenta se afastar da política, numa ingenuidade que acima dos generais, as guerras são feitas pelos políticos.
      O filme nos mostra algum dos horrores da guerra (desrespeito pela vida humana acima de tudo, neste caso), como não poderia deixar de mostrar, apesar de não ser este o foco. Os holofotes estão sobre Patton, suas declarações e atitudes polêmicas, e as controvérsias com os demais militares.
       Se as falas e situações mostradas são reais ou não, será impossível termos certeza acerca de tudo. Entretanto, ele é uma pessoa que comporta infinitas idiossincrasias, assim como a guerra. Ao mesmo tempo que os generais o punem por tratar mal um soldado, os mesmos generais tratam seus soldados como número durante todas as guerras.
A desculpa utilizada para não se glorificar Patton é sua irreverência e atitudes polêmicas, mas o filme as traz como, apesar de algum egocentrismo por parte dele, muito objetivas e bem estruturadas. A história nos faz criar uma simpatia pelo personagem, talvez inclusive com uma visão romântica de um comandante patriota e de reputação ilibada, encarando toda a situação de suas controversas atitudes de maneira ingênua, apenas como um incompreendido – não há nenhum questionamento mais sério sobre seus altos e baixos dentro do exército; mas tampouco há qualquer tomada de posição questionando a mesma atitude do exército. Um filme patriota ao extremo, inclusive com uma certa arrogância até mesmo com relação aos países aliados e à Inglaterra, e que fica em cima do muro nas questões internas.
         Outro ponto em que o filme deixou a desejar é o fato de não mostrarem a história de Patton antes da Segunda Guerra, em que ele realmente fazia o que pregava: ser duro nas batalhas - isso não era algo da boca pra fora, visto que durante a Primeira Guerra lutou até desmaiar por perder sangue durante uma batalha. Não estou defendendo sua postura, mas a construção e contextualização do personagem é essencial para que ele realmente não pareça um louco. 
A atuação de Scott é excelente, ajudada pela semelhança física dele com o verdadeiro Patton. A trilha sonora e efeitos do filme é excelente, e as cenas de batalhas muito bem trabalhadas, fazendo um bom retrato da guerra.
Nota 88/100

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