domingo, 1 de abril de 2012

J. Edgar

Ficha técnica: J. Edgar, 2011
Gênero: Drama;
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Judi Dench, Naomi Watts, Josh Lucas.
País: Estados Unidos.
Tempo: 137 min.
Idioma: Inglês. 

      Este longa-metragem criou em mim grandes expectativas: direção de Clint Eastwood e Leonardo DiCaprio como protagonista, no papel de J. Edgar Hoover – me parecia uma combinação perfeita. Confesso que o filme me decepcionou.
    O filme veio com uma ótica um pouco diferente da qual eu esperava, talvez pelo fato de ser apenas um recorte da vida dele, afinal, somente o FBI ele comandou por 48 anos, e tudo não caberia num único filme de pouco mais de duas horas.
        Entretanto, o filme gira em torno da relação (um tanto freudiana) de Hoover com sua mãe, de sua sexualidade reprimida e sua paranoia por aparência e grandeza. Muita coisa já foi falada sobre os métodos que Hoover utilizava enquanto comandava a organização, através de chantagens, grampos ilegais, espionagem, ignorando direitos humanos e civis, entre outras violações.
          Apesar de não trazer grandes novidades sobre sua personalidade, o filme foca em sua vida pessoal, e sua relação de amor reprimido com seu amigo e parceiro, segundo em comando, Clyde Tolson. A relação com sua secretária Helen Gandy (Naomi Watts), fiel segredo de seus arquivos pessoais, após o pedido de casamento, passou despercebida no restante do filme.
        As atuações foram boas, DiCaprio esteve um pouco abaixo de sua média, mas as de Judi Dench (mãe de Hoover) e Armie Hammer (Clyde Tolson) foram muito bem executadas. A maquiagem, no entanto, estava péssima – Watts e Hammer pareceriam ter saídos de um filme de terror, embora no caso de DiCaprio, ela estivesse um pouco melhor, ou talvez menos assustadora. 
       A sexualidade reprimida foi o centro do filme, talvez por isso levou Hoover, na lógica do filme, a perder a confiança nas pessoas. As acusações sofridas dele não participar das ações em campo não justificavam, pois afinal, ele era o cérebro não das operações, mas de toda a instituição, e não havia necessidade de também fazer este trabalho; entretanto, tampouco deveria mentir e fantasiar sobre suas histórias.
        Enfim, o filme está longe dos melhores de Clint e de DiCaprio, e apesar de não fazer nem mesmo uma crítica mais severa a tudo que envolveu a criação do FBI e os métodos utilizados por Hoover, faz uma abordagem interessante.
Nota 78/100

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