
Gênero: Drama;
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Judi Dench, Naomi Watts, Josh Lucas.
País: Estados Unidos.
País: Estados Unidos.
Tempo: 137 min.
Idioma: Inglês.
Este longa-metragem criou em mim grandes expectativas: direção de
Clint Eastwood e Leonardo DiCaprio como protagonista, no papel de J. Edgar
Hoover – me parecia uma combinação perfeita. Confesso que o filme me
decepcionou.
O filme veio com uma
ótica um pouco diferente da qual eu esperava, talvez pelo fato de ser apenas um
recorte da vida dele, afinal, somente o FBI ele comandou por 48 anos, e tudo
não caberia num único filme de pouco mais de duas horas.
Entretanto, o filme
gira em torno da relação (um tanto freudiana) de Hoover com sua mãe, de sua
sexualidade reprimida e sua paranoia por aparência e grandeza. Muita coisa já
foi falada sobre os métodos que Hoover utilizava enquanto comandava a
organização, através de chantagens, grampos ilegais, espionagem, ignorando
direitos humanos e civis, entre outras violações.
Apesar de não trazer
grandes novidades sobre sua personalidade, o filme foca em sua vida pessoal, e
sua relação de amor reprimido com seu amigo e parceiro, segundo em comando,
Clyde Tolson. A relação com sua secretária Helen Gandy (Naomi Watts), fiel
segredo de seus arquivos pessoais, após o pedido de casamento, passou
despercebida no restante do filme.

A sexualidade
reprimida foi o centro do filme, talvez por isso levou Hoover, na lógica do
filme, a perder a confiança nas pessoas. As acusações sofridas dele não
participar das ações em campo não justificavam, pois afinal, ele era o cérebro
não das operações, mas de toda a instituição, e não havia necessidade de também
fazer este trabalho; entretanto, tampouco deveria mentir e fantasiar sobre suas
histórias.
Enfim, o filme está
longe dos melhores de Clint e de DiCaprio, e apesar de não fazer nem mesmo uma
crítica mais severa a tudo que envolveu a criação do FBI e os métodos utilizados
por Hoover, faz uma abordagem interessante.
Nota 78/100
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