Ficha técnica: The Girl with the Dragon Tattoo, 2011
Gênero: Crime, Suspense, Drama;
Direção: David Fincher.
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff, Robin Wright, Geraldine James, Goran Visnjic.
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff, Robin Wright, Geraldine James, Goran Visnjic.
País: Estados Unidos, Suécia, Noruega.
Tempo: 158 min.
Idioma: Inglês.
A questão do tempo
pode ser uma justificativa, e não sei se a versão sueca lida melhor com essas questões,
que ao meu ver, deveriam ser priorizadas. Ao final, em razão de pouco
aparecerem, os membros da família Vanger continuaram sendo uma incógnita. Um filme
que apesar de toda aclamação da crítica, me decepcionou, pois vai pouco além de
uma boa história de investigação criminal, com um final um tanto quanto óbvio.
Nota 69/100
Primeiramente, vale
ressaltar que não assisti à versão sueca do filme, e tampouco li a obra de Stieg
Larsson, original do qual Millenium
foi adaptado para o cinema. A escolha do diretor foi excelente – Fincher é um
dos melhores diretores de Hollywood, e ele imprime sua marca desde os créditos de
abertura, com o líquido negro tomando diversas formas, com uma versão de Immigrant Song, da banda Led Zeppelin,
tocando ao fundo.
O filme é envolvente,
bem dirigido no que diz respeito em nos manter atentos a todo o momento. Daniel Craig
está bem no filme, mas nada fora de série – um James Bond mais
intelectualizado, dentro de suas limitações, não compromete o filme. No entanto,
tampouco o torna minimamente melhor. Já Rooney Mara realmente rouba a cena:
desde sua aparência, passando pelas fortes cenas em que ela trabalha, aos
momentos em que sequer diz alguma coisa. Ela é quem torna o filme digno de ser
visto, e o salva de um tremendo fracasso – sem ela, Millenium seria mais um filme policial comum.
Talvez um pouco por
culpa da complexidade que imagino que o livro tenha, o filme não conseguiu
trazer uma história realmente impactante e lógica para o cinema. Em razão da investigação
complexa, os personagens são pouco trabalhados – mesmo Salander (Mara), com toda
sua complexidade – simplesmente não faz sentido, por exemplo, a mudança de
comportamento dela para com Blomkvist (Craig). Os coadjuvantes do filme são pouquíssimos
trabalhados – a família Vanger, a questão do nazismo, paternalismo, as grandes
empresas suecas – todos esses aspectos da sociedade sueca não foram captados
por David Fincher.

Nota 69/100
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