domingo, 10 de junho de 2012

Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Ficha técnica: The Girl with the Dragon Tattoo, 2011
Gênero: Crime, Suspense, Drama;
Direção: David Fincher. 
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff, Robin Wright, Geraldine James, Goran Visnjic. 
País: Estados Unidos, Suécia, Noruega.
Tempo: 158 min.
Idioma: Inglês.

     Primeiramente, vale ressaltar que não assisti à versão sueca do filme, e tampouco li a obra de Stieg Larsson, original do qual Millenium foi adaptado para o cinema. A escolha do diretor foi excelente – Fincher é um dos melhores diretores de Hollywood, e ele imprime sua marca desde os créditos de abertura, com o líquido negro tomando diversas formas, com uma versão de Immigrant Song, da banda Led Zeppelin, tocando ao fundo.
    O filme é envolvente, bem dirigido no que diz respeito em nos manter atentos a todo o momento. Daniel Craig está bem no filme, mas nada fora de série – um James Bond mais intelectualizado, dentro de suas limitações, não compromete o filme. No entanto, tampouco o torna minimamente melhor. Já Rooney Mara realmente rouba a cena: desde sua aparência, passando pelas fortes cenas em que ela trabalha, aos momentos em que sequer diz alguma coisa. Ela é quem torna o filme digno de ser visto, e o salva de um tremendo fracasso – sem ela, Millenium seria mais um filme policial comum.
      Talvez um pouco por culpa da complexidade que imagino que o livro tenha, o filme não conseguiu trazer uma história realmente impactante e lógica para o cinema. Em razão da investigação complexa, os personagens são pouco trabalhados – mesmo Salander (Mara), com toda sua complexidade – simplesmente não faz sentido, por exemplo, a mudança de comportamento dela para com Blomkvist (Craig). Os coadjuvantes do filme são pouquíssimos trabalhados – a família Vanger, a questão do nazismo, paternalismo, as grandes empresas suecas – todos esses aspectos da sociedade sueca não foram captados por David Fincher.
       A questão do tempo pode ser uma justificativa, e não sei se a versão sueca lida melhor com essas questões, que ao meu ver, deveriam ser priorizadas. Ao final, em razão de pouco aparecerem, os membros da família Vanger continuaram sendo uma incógnita. Um filme que apesar de toda aclamação da crítica, me decepcionou, pois vai pouco além de uma boa história de investigação criminal, com um final um tanto quanto óbvio.

Nota 69/100

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