Ficha técnica: 8½, 1963
Gênero: Drama;
Direção: Federico Fellini.
Elenco: Marcello Mastroianni, Anouk Aimée, Claudia Cardinale, Rosella Falk, Sandra Milo, Guido Alberti, Bruno Agostini, Mario Pisu, Mario Conocchia, Barbara Steele, Eddra Gale.
Elenco: Marcello Mastroianni, Anouk Aimée, Claudia Cardinale, Rosella Falk, Sandra Milo, Guido Alberti, Bruno Agostini, Mario Pisu, Mario Conocchia, Barbara Steele, Eddra Gale.
País: Itália, França.
Tempo: 138 min.
Idioma: Italiano, Francês, Inglês, Alemão.
O que mais me
impressionou neste que é considerado um dos melhores filmes de Fellini foi sua
contemporaneidade, mesmo tendo sido filmado no início dos anos 1960. Em parte
autobiográfico, o longa nos traz um diretor consagrado – Guido
(Mastroianni,excelente no papel) que vem encontrando dificuldades para criar
sua próxima grande produção.
As pressões que Guido
sofre são inúmeras: problemas com a mulher, com a amante, os produtores
pressionando-o para acelerar o filme (muito em razão do retorno financeiro), os
atores que buscam papeis no filme, os demais roteiristas que criticam seu
trabalho de diferentes formas, e a maior pressão de todas – a falta de grandes
ideias.
Esse aspecto abordado
pelo filme já nos mostra, ainda na década de 1960, o quão difícil é fazer uma
obra-de-arte dentro da indústria cinematográfica – o termo indústria é exato,
pois o cinema, e talvez todas as demais artes, começa a perder parte de suas
peculiaridades que o caracterizaram com a sétima
arte. É uma excelente crítica.
Outro aspecto do
filme que nos chama atenção é a mistura entre realidade e fantasia, e que em
determinados momentos é difícil identificar se o que está sendo ali
representado é a realidade ou não. Apesar de dificultar o entendimento, essa
característica condiz com o momento pelo qual Guido passa, em que uma grande
confusão em sua mente, entre memórias antigas, nostalgia e questionamentos
sobre aspectos da sociedade no passado e presente perpassam pela sua cabeça.
O elenco de apoio
está ótimo, mas o grande destaque aqui é Mastroianni, que fez um excelente
trabalho, revelando certa semelhança com a personalidade do diretor deste
filme, mas ainda sim de forma única e original. A trilha sonora é um espetáculo
a parte, realmente muito bem trabalhada com relação às imagens.
Enfim, uma grande
obra de um dos maiores diretores de todos os tempos, que nos mostra as
dificuldades enfrentadas por ele e talvez muitos dos diretores ao se criar um
filme realmente de qualidade, que nos acrescente e traga o mínimo de reflexão para
os espectadores – e este tema também é muito atual, pois estes tipos de filmes
estão cada vez mais raros com os blockbusters
dos dias de hoje.
Nota 87/100
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