Ficha técnica: The Amazing Spider-Man, 2012
Gênero: Ação, Fantasia;
Direção: Marc Webb.
Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifan, Martin Sheen, Sally Field, Denis Leary, Campbell Scott.
Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifan, Martin Sheen, Sally Field, Denis Leary, Campbell Scott.
País: Estados Unidos.
Tempo: 136 min.
Idioma: Inglês.
Quais os motivos que
levam a se fazer um reboot de um
filme que teve sua trilogia finalizada há cinco anos? Essa resposta, no caso do
Homem-Aranha, é perda dos direitos de filmagem da Sony sobre o personagem. Ao se
repetir uma história já contada, espera-se que ela traga uma nova visão ou que
a versão anterior tenha sido ruim, e deseja-se fazer jus ao original. Neste caso,
a trilogia de Sam Raimi era ruim, mas há realmente alguma diferença para esta, além
dos efeitos em 3D?
O diretor Webb nos
traz praticamente a mesma história, com atores diferentes (e alguns deles ainda
inferiores). As mesmas mensagens, uma nova namorada, um heroi um pouco menos
atrapalhado, um novo vilão (mas com o mesmo plano e mesma história de vida de
sempre), dentre outros problemas.
Desconheço os
quadrinhos, mas qual a necessidade se ser fiel a eles, se os considerarmos inadequados
– afinal, o filme poderia muito bem se encaixar na trilogia anterior. Os efeitos
são excelentes, e o 3D foi muito bem utilizado, mas eles ainda são similares
aos da trilogia anterior, apenas com uma tecnologia inferior (não para a época).
As atuações estão razoáveis, e dentro da estrutura extremamente limitada que
este filme, todos se saíram bem.
O vilão é novamente
um cientista que força os limites da natureza, tudo sai do controle, e por fim cria um plano diabólico de destruição.
Nem mesmo o papel de grandes empresas, ganância humana e da sociedade, ética ou
qualquer destas questões que deixariam a história um pouco mais complexa e
interessante são ao menos tangenciados.
Ao menos as tentativas de fazer o público rir a
cada minuto não estão presente, como em OsVingadores (talvez a cada cinco minutos). Mas nem por isso devemos levar
este filme a sério. Não há sequer um motivo razoável para a realização dele da
maneira que foi feita, a não ser os lucros que trarão à Sony e assegurar os
direitos de filmagem.
As mudanças no
roteiro como a ausência de Mary Jane, a menção aos pais de Peter Parker, a ausência
do jornal e da carreira de Parker como fotógrafo além do discreto papel das
Indústrias Oscorp não alteram a essência da história, indicando apenas que num
futuro próximo podemos esperar mais do mesmo sobre a saga do heroi, e que estes
elementos faltando irão retornar a série. Esse retorno provavelmente irão tornar
o filme ainda mais parecido aos de Raimi, e ainda mais desnecessários.
Nota 55/100
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