quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cavalo de Guerra

Ficha Técnica: War Horse, 2011
Gênero: Drama, Guerra.
Direção: Steve Spielberg.
Elenco: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Niels Arestrup, David Thewlis, Tom Hiddleston, Celine Buckens, Benedict Cumberbatch, Leonard Carow, David Kross, Robert Emms, Matt Milne, Eddie Marsan.
País: Estados Unidos, Índia.
Tempo: 146 min.
Idioma: Inglês. 

    Ao meu ver, Spielberg é um diretor superestimado em Hollywood. Ainda que seja um ótimo diretor, tem um ótimo tato para bilheteria, megaproduções e filmes de puro entretenimento, não podemos colocá-lo ao lado de diretores como Kubrick ou Scorsese. 
      Cavalo de Guerra é um filme razoável, ainda que seja longo demais, sem aparentar um motivo real. Apesar de ser previsível do começo ao fim, a fotografia é ótima, e o ponto alto do filme são as cenas de guerra. Da mesma forma que Spielberg nos brindou com uma excelente sequência de abertura em O Resgate do Soldado Ryan, com uma ótima cena do desembarque na Normandia, aqui temos as cenas das trincheiras trazidas de forma muito real e verossímil, com atenção aos mínimos detalhes. A fotografia do filme também é ótima, combinando belas paisagens com situações calmas, mas também lugares chocantes ao se deparar com a guerra.     
      O filme também nos mostra alguns dos horrores da guerra, ainda que busque aliviar a sensação de desconforto que pode nos causar – com exceção das cenas nas trincheiras, as demais não são tão fortes (deserção, enfermarias, etc.), o que ao meu ver reduz a qualidade do filme. Os atores estão bem, nada a se destacar, ainda mais pelo fato de que talvez o cavalo tenha feito o trabalho mais difícil na atuação. Muitos atores estrangeiros trabalham no filme, mas me decepcionei ao ver que ele era todo em inglês – Spielberg tem os recursos necessários para que cada um fale a língua materna do personagem que representa.
A primeira vez que assisti ao trailer, me pareceu um pouco infantil a ideia do cavalo e do menino. Mas assim que comecei o filme, percebi que a ideia era mostrar os diferentes locais e situações de sofrimento que a IGM causou, acompanhando a trajetória do cavalo, e aí a ideia tornou-se válida. No entanto, Spielberg tenta humanizar demais o animal, fazendo perder um pouco da seriedade do longa.
Um filme que vale o tempo que nos dedicamos, mas não por uma segunda vez, e que talvez vá ficar esquecido na filmografia de Spielberg, pois não entra na qualidade de filmes com A Cor Púrpura, nem das grandes produções como Jurassic Park ou Indiana Jones, muito menos na combinação dos dois, como O Resgate do Soldado Ryan ou A Lista de Schindler.








Nota 69/100

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