Gênero: Comédia, Drama.
Direção: Penny Marshall.
Elenco: Tom Hanks, Elizabeth Perkins, Robert Loggia, Jared Rushton, John Heard, David Moscow, Jon Lovitz, Mercedes Ruehl, Josh Clark.
País: Estados Unidos.
Tempo: 104 min.
Idioma: Inglês.
Este foi o filme que rendeu a Tom Hanks sua primeira indicação ao Oscar
– merecidamente. Hanks fez o papel de uma criança de 12/13 anos no corpo de um adulto
sem parecer um retardado – melhor ainda, de atuando de maneira excelente e
convincente, sendo um dos pontos altos deste filme.
O longa é evidentemente direcionado para um público familiar, mas
ainda assim consegue atingir um amplo espectro de audiência. Ele não pretende-se
sério a todo o momento, mas nos mostras algumas facetas da sociedade que nos
podem fazer pensar.
Ele nos traz as angústias infantis às quais os
adultos e pais pouco atentam; a vontade deles sentirem-se independentes e “gente
grande”, de atenção e mesmo de ajuda durante os conflitos que passam a
enfrentar desde pequenos, na escola e em casa. E nos mostra que essa “pressa”
em amadurecer pode realmente prejudicar a infância de uma pessoa e afetá-la
pela vida inteira – talvez os colegas de trabalho de Baskin, inclusive seu chefe,
nos mostre isso de maneira sutil.
O filme também satiriza
o ambiente e a forma de trabalho das grandes empresas, ao colocarem uma criança
num cargo de extrema importância. Nos mostra como as empresas muitas vezes apenas
criam algo sem realmente se conectar com a realidade – ainda que o filme evite
entrar no tema perigoso da invenção de necessidades pela indústria, com consequências
profundas na população.
Temos também a antológica
cena do piano no chão, em que Hanks e Loggia tocam o teclado gigante com os
pés. Um bom filme, com muitos momentos engraçados e divertidos, principalmente
causados pela situação da criança no “mundo adulto” e pela ótima atuação de
Hanks.
Nota 77/100
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