terça-feira, 6 de novembro de 2012

Um Conto Chinês

Ficha Técnica: Un Cuento Chino, 2011
Gênero: Comédia, Drama.
Direção: Sebastián Borensztein.
Elenco: Ricardo Darín, Ignacio Huang, Muriel Santa Ana, Iván Romanelli.
País: Argentina, Espanha.
Tempo: 93 min.
Idioma: Espanhol, Mandarin. 

     Este excelente filme do também excelente cinema argentino não é muito profundo ou tenso – uma ótima mistura de drama e comédia, que dentre muitas de suas virtudes, soube ser breve e preciso, não tentando nos fazer gargalhar, e sim nos divertir e envolver.
    A história do chinês Jung (Ingacio Huang) que cai de pára-quedas na vida de Roberto (Ricardo Darín) nos mostra de maneira muito real, cômica e irritante as dificuldades que a barreira do idioma estrangeiro pode nos impor. O diretor fez uma perfeita escolha ao não colocar legendas nas falas de Jung, deixando o espectador com uma sensação muito real da situação ali retratada.
    Apesar de alguns estereótipos – Roberto é o solteiro, sozinho e metódico, e Jung representa o senso comum que temos dos chineses – este não é o foco do filme, e sim a relação criada pela situação de ambos. O fato de poucos se importarem com o chinês acaba por incutir uma responsabilidade ainda maior de Roberto sobre o rapaz, mesmo que inconscientemente e contra sua vontade.
    Os atores estão ótimos – Darín é certamente um dos grandes de sua geração – e a química entre ele, suas reações muito reais e a situação em que metade das falas do filme não é compreensível para a maior parte do seu público exigem muito de seu trabalho, e ele realmente dá conta. Huang também está muito bem, e muitas vezes, mesmo sem entendê-lo, compreendemos o que passa apenas por suas expressões. Muriel também faz uma boa participação, apesar de ter uma personagem mais fraca. 
   O filme busca um final feliz para ambos, nos traz lições de vida com base no estereótipos – enfim, a mensagem dele não é nem um pouco original. Mas seu enredo, o desenrolar dela, é o que realmente importa e fazem dele um bom filme. Faz jus à fama do cinema argentino, que já nos brindou com os excelentes O Segredo de seus Olhos, O dia em que eu não nasci (co-produção) e Nove Rainhas.
Nota 78/100

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