Gênero: Biografia, Drama;
Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, Kate Beckinsale,
Alec Baldwin, John C. Reilly, Alan Alda, Ian Holm, Gwen Stefani, Matt Ross, Danny Huston, Jude Law.
País: Estados Unidos e Alemanha.
Alec Baldwin, John C. Reilly, Alan Alda, Ian Holm, Gwen Stefani, Matt Ross, Danny Huston, Jude Law.
País: Estados Unidos e Alemanha.
Tempo: 170 min.
Idioma: Inglês.
Quando falamos em
Martin Scorsese, um dos maiores diretores que Hollywood já produziu, e talvez o
maior dos que ainda dirigem, sempre podemos colocar nossas expectativas nos níveis
mais elevados. O Aviador, apesar de não estar entre os melhores filmes do diretor,
ainda é um excelente filme.
Talvez um pouco
confuso, mas se tratando de Howard Hughes, isto seja até compreensível. Um filme
que explicasse toda sua vida e personalidade de maneira objetiva e clara seria péssimo
em razão desta pretensão. As cenas de seus momentos bizarros e tiques,
intercaladas com seus momentos de brilhantismos são ótimas. Outro ponto alto são
os testes com os aviões e os vôos em si, cenas muito bem dirigidas e produzidas.
O filme passa por
vários aspectos da vida de Hughes, seu envolvimento com o cinema e as atrizes,
seus momentos de insanidade e paranoia, sua relação com seus funcionários, a
disputa entre a TWA e Pan Am, a audiência pública após a Segunda Guerra Mundial
e a construção do navio voador Hércules. Uma leve tentativa de explicar seus
toques com limpeza e outros distúrbios foi feita, ao criar uma relação um tanto
freudiana com sua mãe quando criança, e que a meu ver poderia ser cortada do filme.
Este é o ponto baixo do longa de mais de duas horas.
As luta contra o monopólio
da Pan Am nos vôos para a Europa e os investimentos feitos pelos EUA na indústria
militar durante as guerras retratam de maneira interessante a sociedade
estadunidense. Apesar de não ser esse o foco do filme, os pontos levantados
podem nos fazer questionamentos interessantes e reveladores.
Apesar de esse não ser
o melhor filme de Scorsese, talvez seja o melhor de DiCaprio em termos de atuação.
Ele carrega muito bem o filme, e toda vez que se junta a Scorsese, podemos
sempre esperar algo excelente. Talvez a única crítica que cabe aqui é que mais
ao final do filme, quando se esperava um Hughes mais maduro, ele ainda parecia
um menino que se divertia com sua fortuna, ainda que tenha demonstrado mais
seriedade em determinados momentos. Mas talvez esse fosse um pouco do
verdadeiro Howard, por isso considero a atuação de DiCaprio impecável.

Um filme que apesar de enaltecer muitas das
qualidades de Hughes, não o pinta apenas como um santo e gênio. Podemos ver também
a maneira como ele lidava com as mulheres e o fato de que apesar de toda sua
genialidade, se não fosse pelo dinheiro herdado, muitas de suas atitudes nobres
e de suas loucuras não seriam possíveis.
Nota 86/100
DiCaprio substituiu DeNiro muito bem na pareceria com Scorsese
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