sábado, 21 de abril de 2012

O Aviador

Ficha técnica: The Aviator, 2004
Gênero: Biografia, Drama;
Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, Kate Beckinsale,
Alec Baldwin, John C. Reilly, Alan Alda, Ian Holm, Gwen Stefani, Matt Ross, Danny Huston, Jude Law.
País: Estados Unidos e Alemanha.
Tempo: 170 min.
Idioma: Inglês.

      Quando falamos em Martin Scorsese, um dos maiores diretores que Hollywood já produziu, e talvez o maior dos que ainda dirigem, sempre podemos colocar nossas expectativas nos níveis mais elevados. O Aviador, apesar de não estar entre os melhores filmes do diretor, ainda é um excelente filme.
     Talvez um pouco confuso, mas se tratando de Howard Hughes, isto seja até compreensível. Um filme que explicasse toda sua vida e personalidade de maneira objetiva e clara seria péssimo em razão desta pretensão. As cenas de seus momentos bizarros e tiques, intercaladas com seus momentos de brilhantismos são ótimas. Outro ponto alto são os testes com os aviões e os vôos em si, cenas muito bem dirigidas e produzidas.
        O filme passa por vários aspectos da vida de Hughes, seu envolvimento com o cinema e as atrizes, seus momentos de insanidade e paranoia, sua relação com seus funcionários, a disputa entre a TWA e Pan Am, a audiência pública após a Segunda Guerra Mundial e a construção do navio voador Hércules. Uma leve tentativa de explicar seus toques com limpeza e outros distúrbios foi feita, ao criar uma relação um tanto freudiana com sua mãe quando criança, e que a meu ver poderia ser cortada do filme. Este é o ponto baixo do longa de mais de duas horas.
      As luta contra o monopólio da Pan Am nos vôos para a Europa e os investimentos feitos pelos EUA na indústria militar durante as guerras retratam de maneira interessante a sociedade estadunidense. Apesar de não ser esse o foco do filme, os pontos levantados podem nos fazer questionamentos interessantes e reveladores.
        Apesar de esse não ser o melhor filme de Scorsese, talvez seja o melhor de DiCaprio em termos de atuação. Ele carrega muito bem o filme, e toda vez que se junta a Scorsese, podemos sempre esperar algo excelente. Talvez a única crítica que cabe aqui é que mais ao final do filme, quando se esperava um Hughes mais maduro, ele ainda parecia um menino que se divertia com sua fortuna, ainda que tenha demonstrado mais seriedade em determinados momentos. Mas talvez esse fosse um pouco do verdadeiro Howard, por isso considero a atuação de DiCaprio impecável.
     Os coadjuvantes também estão excelentes: Blanchett como Katherine Hepburn está excelente em cada minuto na tela, e mesmo Beckinsale nos surpreende com sua atuação. Reilly, Baldwin e Alda estão todos muito bem também. Um elenco excelente, em que o diretor possibilitou que cada um nos proporcionasse o melhor de seu trabalho.
    Um filme que apesar de enaltecer muitas das qualidades de Hughes, não o pinta apenas como um santo e gênio. Podemos ver também a maneira como ele lidava com as mulheres e o fato de que apesar de toda sua genialidade, se não fosse pelo dinheiro herdado, muitas de suas atitudes nobres e de suas loucuras não seriam possíveis.

Nota 86/100

Um comentário:

  1. DiCaprio substituiu DeNiro muito bem na pareceria com Scorsese

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