sábado, 9 de junho de 2012

Watchmen - O Filme

Ficha técnica: Watchmen, 2009
Gênero: Ação, Ficção-Científica;
Direção: Zack Snyder. 
Elenco: Jackie Earle Haley, Patrick Wilson, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jeffrey Dean Morgan, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell. 
País: Estados Unidos.
Tempo: 162 min.
Idioma: Inglês.

    Ao fazer uma análise deste filme de Snyder, é difícil não compará-lo aos quadrinhos de Alan Moore, mas devemos tentar. Logicamente, é impossível trazer Watchmen para as telas com a mesma qualidade que podemos observar nos quadrinhos, que são excelentes. Mas não é impossível realizar um bom filme com base num livro ou quadrinhos, pois já observamos isso em diferentes épocas: O Poderoso Chefão e O Cavaleiro das Trevas. Independente da obra original, ambos são excelentes filmes.
   Snyder nos traz um filme que tecnicamente é uma obra de arte. O cenário em parte sombrio, mas ao mesmo tempo com cores fortes, além de uma grande semelhança com os quadrinhos, se encaixaram perfeitamente no cinema. A trilha sonora teve seus altos e baixos – Bob Dylan se encaixou perfeitamente na abertura, bem como o funeral de Blake com Sound of Silence; já a cena de sexo entre Dan e Laurie com Aleluia foi deprimente. A violência e fortes cenas do filme são essenciais, pois buscam nos chocar, da mesma forma que Alan Moore o faz nos quadrinhos.
    Já os atores, apesar de agradáveis surpresas e fortes interpretações de Haley e Crudrup, os demais atores deixaram a desejar, com interpretações apagadas – a maior decepção ficou por conta de Morgan, que fez o papel do Comediante, talvez o personagem mais interessante da história, que também foi pouco explorado pelo diretor. Goode como Veidt e Wilson como Dreiberg estão lamentáveis.
    A história em si nos traz alguns questionamentos, obviamente não está próximo a tudo que o quadrinho nos apresenta, mas são válidos. Um filme de mais de duas horas e meia, mas não foram o suficiente para nos apresentar a história toda. Obviamente, as escolhas do que tirar ou dar importância são do diretor, mas ao meu ver, a investigação de Rorscharch (Haley) sobre a morte do Comediante e a revelação do pai de Laurie (Akerman) foram superficiais e sem a devida emoção. O foco na história de amor entre Laurie e Dreiberg é desnecessário, e não está presente no original.
     Uma tentativa louvável de trazer para o cinema o melhor quadrinhos de todos os tempos; apesar de o fato de que o filme poderia ser muito melhor, não foi um desastre total. Vale o ingresso, algumas das falas são citações literais do gibi, bem como as cenas. Os questionamentos apontados pelo Comediante, Veidt e Dr. Manhattan sobre nossa sociedade e pessoas talvez merecessem um maior destaque, mas ao menos a essência da ideia de Moore está presente. 

Nota 84/100

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