Gênero: Fantasia, Horror, Suspense.
Direção: Catherine Hardwicke.
Elenco: Amanda Seyfried, Shiloh Fernandez, Max Irons, Gary Oldman, Billy Burke, Virginia Madsen, Lukas Haas, Julie Christie, Shauna Kain, Michael Hogan, Adrian Holmes, Cole Heppell, Michael Shanks.
País: Estados Unidos, Canadá.
Tempo: 100 min.
Idioma: Inglês.
A história que
supostamente seria mais uma versão mais sombria de uma fábula infantil
(primeiro clichê do cinema), revela-se um romance adolescente (segundo clichê),
em formato de triângulo amoroso (terceiro clichê) em que a mocinha se vê
obrigada a casar com o bom menino rico, mas ama o amigo pobre e trabalhador da
vila (quarto clichê). A este drama todo, surge também a questão sobre quem é o
lobo, em que todos da cidade são suspeitos (quinto clichê) e, por fim, o final
feliz que se pretende diferente, mas não o é.
O elenco é fraco, com
atuações caricaturescas decepcionante. Amanda Seyfried faz um trabalho razoável,
mas é cercada de inépcias e mediocridade. Os dois pretendentes são terríveis,
passíveis de vergonha alheia. Burke faz o mesmo papel de pai que fez na saga
Crepúsculo, mas agora ele é também o lobisomem, que além de previsível em
determinado momento, torna ainda pior. Christie e Oldman estão caricaturescos
demais, não lembrando nem de longe os bons atores que são. Não se salva ninguém.
Ao se escolher a diretora da Saga Crepúsculo para dirigir um filme com
um lobo gigante e um triângulo amoroso, não podíamos esperar muito mais do que
uma péssima continuação da sofrível quadrilogia do referido best-seller. Não uma continuação da história,
e sim em termos de (falta) qualidade, estilo, direção, elenco, etc.

Já a produção do
filme, nada de inovador, além de cenas bizarras, como o diálogo ridículo com o
lobo. O objetivo de obter um filme autorizado para todas as idades acabou por
tornar muito menos sombrio do que se esperava e também menos adulto. Inclusive as
cenas que envolveriam qualquer conotação sexual ou de violência foram
amenizadas. Os estereótipos estão por toda parte do filme, muito mal
trabalhados.

Um longa
decepcionante para muitos, que duvido que tenha obtido sucesso mesmo junto ao
público adolescente, além de ser totalmente dispensável na história do cinema. Esperava-se
algo com mais suspense, mas revelou-se cômico, não por intenção, mas pela
mediocridade – o que o torna péssimo.
Nota 38/100
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