sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Jogos Vorazes: Em Chamas

Ficha Técnica: The Hunger Games: Catching Fire, 2013.
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance.
Direção: Francis Lawrance.
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Willow Shields, Paula Malcomson, Donald Sutherland, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz, Stanley Tucci, Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Amanda Plummer, Sam Claflin, Lynn Cohen, Jena Malone, Bruno Gunn, Megan Hayes, Stef Dawson, Toby Jones, E. Roger Mitchell, Maria Howell, Patrick St. Esprit, Alan Ritchson, Stephanie Leigh Schlund, Meta Golding, Nelson Ascencio, Bruce Bundy.
País: Estados Unidos.
Tempo: 146 min. 
Idioma: Inglês.


    Outro blockbuster, só que desta vez, não estamos falando de uma grande obra literária. Muito pelo contrário: apesar do potencial da história ser imenso, tanto livro quanto filme se perdem no mesmo quesito, que é o triângulo amoroso hollywoodiano. Para aqueles que buscaram o livro pensando que esta questão do romance era apenas uma característica do filme, pois agora é moda esse tipo de enredo em Hollywood (seja com vampiros, lobisomens, ET’s ou comédias), ficarão desapontados.
       Este talvez seja o maior defeito da história, que acaba optando por clichês ao invés de explorar todo potencial sociológico e político do filme, que apesar disso, tem uma bela produção, com ótimos efeitos, maquiagem e fotografia. As atuações são interessantes e sólidas – e ao menos na escolha dos atores, tivemos grandes surpresas positivas com um elenco de estrelas que vão além dos já conhecidos do primeiro filme. Desta vez temos Hoffman e Wright que fazem excelente papel, mas outros menos gabaritados também merecem destaque, como Jena Malone.
        Já a adaptação é bem fiel ao livro, ainda que este, como quase sempre ocorre, seja muito mais rico em detalhes, alguns importante, mas que não afetam a trama. A mensagem principal é transcrita para as telas sem problemas. Talvez a maior diferença, que me incomodou, foi a personagem Mags (Cohen), que no livro, é apenas uma idosa, mas não quase senil, ou mesmo muda. Aliás, as conversas com ela são bem interessantes. Outro personagem que não teve uma adaptação tão boa quanto poderia foi Finnick Odair (Claflin), que acabou sendo construído de forma bem pobre e superficial, mesmo para os padrões do filme.
       Alguns outros detalhes se perdem, mas no geral, a história é bem conduzida. E dessa vez, sepultei de vez a esperança de que o filme se explorasse seu potencial ainda mais do que o livro e o superasse. O que nos restou foi um filme interessante de entretenimento e diversão, mas com pouca reflexão – uma opção legítima e mais rentável.









Nota 68/100

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