segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Ficha Técnica: The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013.
Gênero: Aventura, Fantasia.
Direção: Peter Jackson.
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O'Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Sylvester McCoy, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Lee Pace, Benedict Cumberbatch, Mikael Presbandt, Luke Evans, Stephen Fry, Ryan Gage, Manu Bennett.
País: Estados Unidos, Nova Zelândia.
Tempo: 161 min. 
Idioma: Inglês.

     Peter Jackson fez um fabuloso trabalho na adaptação da obra de Tolkien para o cinema. A trilogia do “Senhor dos Anéis” é realmente fantástica, com aventuras, fantasias, dramas, romances e comédia, todos estes aspectos em equilíbrio e mantendo o expectador ligado ao filme. Portanto, ao anunciar a filmagem de outra obra de Tolkien, desta vez “O Hobbit”, a expectativa era muito grande.
   Como ainda não pude ler os livros (nenhum deles), minha análise é baseada única e exclusivamente no filme, ainda que tenha lido ou conversado sobre os livros. E mesmo para quem não leu o livro “O Hobbit”, fica visível o exagero de três filmes tão longos, sendo este certamente o grande defeito do filme. Ainda que tenha feito enxertos de outros escritos do autor e conexões com a trilogia anterior (bem feitas, por sinal), muitas cenas são exageradamente longas e outras tantas desnecessárias. Tudo pelo maior lucro, pois independente da qualidade da história, o filme seria um blockbuster – e se mantém pela qualidade técnica, que é realmente excelente.
   Não pude ver o filme em 3D, mas como tenho ouvido muitas críticas para este caso específico, acredito que tenha sido melhor sem este efeito. A história conta com muitos personagens, e ainda que Jackson faça um bom trabalho, muitos deles tornam-se tediosos e pouco atrativos. O principal anão, Thorin (Armitage) está pouco carismático, enquanto que Thranduil (Lee Pace) está estereotipado ao extremo. Os demais atores fazem ótimo trabalho – com grande destaque para o protagonista Martin Freeman, o sempre excelente Ian McKellen e o ótimo trabalho de voz de Cumberbatch para Smaug. Interessante também rever Bloom na pele de Légolas e a estréia de Lilly como Tauriel.
    Outro aspecto muito positivo são as cenas de ação – as sequências são ótimas, sendo a melhor a fuga dos anões nos barris boiando no rio. Uma batalha entre elfos, orcs e anões de tirar o fôlego. Mais uma muito bem trabalhada foi a conversa entre Bilbo e Smaug, que apesar de longa, conta com uma excelente escalada na ação e tem ótimo trabalho de Freeman. Vale ressaltar também a cena entre Gandalf e o Necromancer.
     No entanto, o filme realmente perde muito em qualidade em razão do excesso de tempo. Três filmes já são muito; cada um deles com pelo menos 150 minutos então, acaba sim prejudicando a qualidade. Acredito que para aqueles que leram o livro, realmente tenha sido muita decepcionante, apesar da excelente qualidade técnica do filme e dedicação de todos envolvidos. Outro fator de decepção foi o final do filme – o último já nos deixa em meio a uma cena. Neste então, a impressão que fica é que acabou a energia antes do final do filme – temos que ver o dragão anunciar que vai atacar a cidade, deixando os anões para trás. Lamentável, ainda que seja ótimo entretenimento.
Nota 79/100

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