Gênero: Aventura, Fantasia.
Direção: Peter Jackson.
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O'Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Sylvester McCoy, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Lee Pace, Benedict Cumberbatch, Mikael Presbandt, Luke Evans, Stephen Fry, Ryan Gage, Manu Bennett.
País: Estados Unidos, Nova Zelândia.
Tempo: 161 min.
Idioma: Inglês.
Peter Jackson fez um fabuloso trabalho na adaptação da obra de Tolkien
para o cinema. A trilogia do “Senhor dos Anéis” é realmente fantástica, com
aventuras, fantasias, dramas, romances e comédia, todos estes aspectos em equilíbrio
e mantendo o expectador ligado ao filme. Portanto, ao anunciar a filmagem de
outra obra de Tolkien, desta vez “O Hobbit”, a expectativa era muito grande.
Como ainda não pude
ler os livros (nenhum deles), minha análise é baseada única e exclusivamente no
filme, ainda que tenha lido ou conversado sobre os livros. E mesmo para quem não
leu o livro “O Hobbit”, fica visível o exagero de três filmes tão longos, sendo
este certamente o grande defeito do filme. Ainda que tenha feito enxertos de
outros escritos do autor e conexões com a trilogia anterior (bem feitas, por
sinal), muitas cenas são exageradamente longas e outras tantas desnecessárias. Tudo
pelo maior lucro, pois independente da qualidade da história, o filme seria um
blockbuster – e se mantém pela qualidade técnica, que é realmente excelente.
Não pude ver o filme
em 3D, mas como tenho ouvido muitas críticas para este caso específico,
acredito que tenha sido melhor sem este efeito. A história conta com muitos
personagens, e ainda que Jackson faça um bom trabalho, muitos deles tornam-se tediosos
e pouco atrativos. O principal anão, Thorin (Armitage) está pouco carismático,
enquanto que Thranduil (Lee Pace) está estereotipado ao extremo. Os demais
atores fazem ótimo trabalho – com grande destaque para o protagonista Martin
Freeman, o sempre excelente Ian McKellen e o ótimo trabalho de voz de
Cumberbatch para Smaug. Interessante também rever Bloom na pele de Légolas e a estréia
de Lilly como Tauriel.



Outro aspecto muito
positivo são as cenas de ação – as sequências são ótimas, sendo a melhor a fuga
dos anões nos barris boiando no rio. Uma batalha entre elfos, orcs e anões de
tirar o fôlego. Mais uma muito bem trabalhada foi a conversa entre Bilbo e
Smaug, que apesar de longa, conta com uma excelente escalada na ação e tem ótimo
trabalho de Freeman. Vale ressaltar também a cena entre Gandalf e o
Necromancer.
No entanto, o filme
realmente perde muito em qualidade em razão do excesso de tempo. Três filmes já
são muito; cada um deles com pelo menos 150 minutos então, acaba sim
prejudicando a qualidade. Acredito que para aqueles que leram o livro,
realmente tenha sido muita decepcionante, apesar da excelente qualidade técnica
do filme e dedicação de todos envolvidos. Outro fator de decepção foi o final
do filme – o último já nos deixa em meio a uma cena. Neste então, a impressão que
fica é que acabou a energia antes do final do filme – temos que ver o dragão anunciar
que vai atacar a cidade, deixando os anões para trás. Lamentável, ainda que
seja ótimo entretenimento.
Nota
79/100
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