Ficha Técnica: Lucky Number Slevin, 2006
Gênero: Crime, Drama, Mistério;
Direção: Paul McGuigan.
Elenco: Josh Hartnett, Bruce Willis, Morgan Freeman, Lucy Liu, Ben Kingsley, Stanley Tucci, Michael Rubenfeld, Peter Outerbridge, Scott Gibson, Sam Jaeger.
País: Estados Unidos, Alemanha.
Tempo: 110 min.
Idioma: Inglês.
O filme conta com grandes atores (Morgan Freeman e Ben Kingsley são reconhecidamente
excelentes atores) – tanto no aspecto de atuações como de vendas de filme em si
e status de estrela (Liu, Willis). No entanto, apenas esta união não basta, e
foi o que ocorreu com Xeque-Mate.
O início do filme é
excelente. A primeira história apresentada, que dá o tom do filme, é mostrada
de maneira ótima, envolvendo todos os espectadores. O que se segue no presente
da história do filme, de início parece muito bom. Uma mistura de Tarantino (diálogos
aparentemente despropositais e corriqueiros ao lado de uma violência crua) e
Irmãos Coen (comédia de erros com finais trágicos, humor negro) me fez aumentar
minhas expectativas para o que viria a seguir.
No entanto, o longa
prefere seguir o caminho dos clichês e da previsibilidade. Um espectador mais
atento consegue decifrar toda trama que supostamente possui inúmeras reviravoltas
depois da primeira hora do filme; mesmo outro mais desatento, após a morte do
filho do Rabino, conecta todas as histórias do filme.
As atuações em si, não
foram nada especiais. Willis está muito bem, dentro da sua zona de conforto, já
tendo interpretado papeis como esse anteriormente, de maneira melhor; Freeman e
Kingsley não acrescentam nada ao filme, embora ambos tenham bom desempenho como
chefes gangsteres – Freeman talvez com um pouco mais de qualidade, variando
entre ameaças e bom humor, todos com classe.
Hartnett faz uma atuação que não demonstra
muitas emoções (o que inclusive tenta ser explicado pelo filme, e assim, não podemos
culpá-lo pois não cabia a ele decidir), mas apesar de nos propiciar momentos
interessantes, não serviu bem ao filme como um todo. Incrivelmente, Liu talvez
seja a que mais se destacou, com uma atuação mais espontânea; a surpresa talvez
pelo fato de ela não estar envolvida em nenhuma cena de ação deste filme.
Um filme bom como
entretenimento, que pode nos prender a atenção, mas pouco irá acrescentar ao
espectador. Se você não tiver visto este pôster em que Hartnett segura uma arma na pose de "homem mau", talvez a surpresa seja um pouco maior, mas não vai melhorar muita coisa. A crítica fica para o criador do pôster também, afinal um spoiler desses não deve acontecer! Não crie grandes expectativas, e talvez você possa se divertir um pouco mais.
Nota 68/100
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