Gênero: Drama, Suspense.
Direção: Alfonso Cuarón.
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris, Phaldut Sharma.
País: Estados Unidos.
Tempo: 91 min.
Idioma: Inglês.
A trilha sonora está
em perfeita consonância com o restante do filme, sendo um excelente acréscimo. E
as metáforas são ótimas – com destaque para as mais do que comentadas cenas da posição
fetal e a cena final, desde a queda da espaçonave e todo o drama na água, até
ela se levantar, como se estivéssemos presenciando o processo evolutivo da
humanidade de milhões de anos em apenas alguns segundos.
O diretor acertou em
focar em apenas um personagem e meio (Clooney tem uma importante porém breve participação).
Apesar de não ser um grande tratado sobre o indivíduo ou sociedade, também apresenta
sua profundidade ao lidar com a personagem de Bullock. Um filme que mantém a tensão
por todos os seus 90 minutos – duração esta acertada pelos produtores e
diretor. Muito mais do que isso poderia prejudicar o filme, que foi executado
de forma excelente.
Havia uma grande
expectativa criada em torno deste filme. No entanto, eu não compartilhava deste
sentimento. Um filme de ficção científica, no espaço, com a Sandra Bullock? Onde
muitos viam um imenso potencial de sucesso, eu via um grande potencial para o
fracasso. E talvez exatamente por isso que minha análise possa ser ainda mais questionável,
pois o filme realmente me surpreendeu de maneira positiva.
Tecnicamente, o filme
é impecável. Uma experiência extremamente sensorial em que Cuarón nos faz sentir
como se estivéssemos no espaço, ou ao menos nos transmite o que é realmente
(claro que dentro dos limites estruturais) uma experiência no espaço sem
gravidade, oxigênio, som, dentre outros aspectos que tornam o espaço uma região
extremamente perigosa. Os efeitos especiais (e espaciais) são fantásticos – o
3D é muito bem utilizado, as tomadas de câmeras com vistas para terra, em
primeira pessoas, o fogo e as lágrimas e as cenas de explosões e colisões são realmente
maravilhosas.

Com relação às atuações,
Sandra Bullock realmente surpreendeu. Ela é responsável pela maior parte do
filme, tendo conduzido muito bem todo o longa. As cenas de perigo mortal foram
muito bem trabalhadas, com sua respiração e desespero parecendo bem reais e
acrescentando muito ao filme. George Clooney usa de todo seu carisma e charme
para acrescentar um pouco de leveza à trama, tendo em vista que era o
astronauta mais experiente e o comandante da equipe. E mesmo suas conversas
aparentemente despropositais em momentos de tensão atendem a duas propostas: a
da realidade do filme, de ajudar a Dra. Stone (Bullock) a manter a calma; e a
de apresentar a personagem aos telespectadores, sendo responsável por uma das
grandes revelações do filme, quando ela menciona da morte prematura de sua
filha.

Nota 94/100
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