domingo, 27 de outubro de 2013

Na Estrada

Ficha Técnica: On the Road, 2012.
Gênero: Drama.
Direção: Walter Salles.
Elenco: Sam Riley, Garrett Hedlund, Kristen Stewart, Kirsten Dunst, Amy Adams, Tom Sturridge, Alice Braga, Elisabeth Moss, Danny Morgan, Viggo Mortensen.
País: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Brasil, França.
Tempo: 124 min. 
Idioma: Inglês.

   A expectativa para um filme de Walter Salles com elenco internacional é sempre grande, principalmente no Brasil. Neste caso, o diretor conseguiu reunir um conjunto de estrelas para seu filme que visa adaptar o livro de Kerouac (o qual eu não li) para o cinema.         O filme retrata de forma interessante a época e os momentos vividos pelos personagens, que buscavam contrariar as regras e enfrentar alguns preconceitos da sociedade com relação a este tipo de postura. Sem laços e vínculos, ou mesmo normas sociais, o filme é carregado de sexo e drogas para retratar o movimento beat.
    Ao buscar demonstrar todo caos na vida dos personagens, em relação principalmente ao que todos estão habituados – o maior exemplo é o personagem de Moriarty (Hedlund), o filme também acaba por adquirir esta característica. Torna-se confuso, bem como a vida de seus protagonistas, com cenas soltas e desconexas – me agrada este aspecto, em que a forma como o filme é feito condiz com o período que tenta retratar. Contudo, o filme acaba se revelando muito longo e cansativo.
    As atuações foram muito boas. Stewart me surpreendeu, com muita sensualidade em diversas cenas, ainda que não possamos considerar que foi uma atuação primorosa da moça. Simplesmente porque nos acostumamos a vê-la em filmes péssimos, não quer dizer que ela teve um grande salto. Os demais protagonistas também foram bem, mas ao meu ver, apesar do grande elenco, nada que mereça muito destaque.
     Com uma trilha sonora interessante, o filme revela-se apenas razoável, nem de perto dos melhores de Walter Salles. A duração talvez prejudique ainda mais o filme, que torna-se dispensável, mas acerta na intenção de tentar demonstrar o espírito destas pessoas e do momento que viviam, além da quebra de normas e regras sociais que se revelam antiquadas e conservadoras com o passar do tempo.

Nota 74/100

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