Gênero: Romance, Drama.
Direção: Baz Luhrmann.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan, Joel Edgerton, Isla Fisher, Amitabh Bachchan, Elizabeth Debicki, Jason Clarke, Adelaide Clemens.
País: Estados Unidos, Austrália.
Tempo: 143 min.
Idioma: Inglês.
Os atores fazem um
bom trabalho – mas talvez o enredo e a direção tenham limitado algo que poderia
ter sido muito maior. Mesmo DiCaprio e Mulligan, excelentes atores, não desenvolvem
todo o potencial que têm. O destaque talvez tenha sido Edgerton, que tem ótima atuação.
Este clássico da literatura estadunidense já foi adaptado para o
cinema diversas vezes. Esta adaptação de Baz Luhrmann é a primeira que eu vejo;
eu tampouco li o livro, portanto, vou analisar apenas os aspectos do filme, sem
compará-lo à obra original ou aos outros filmes realizados no passado.
O longa tem uma das
características marcantes do diretor australiano – as cores vibrantes, cenas
estonteantes e altamente produzidas. As festas são o melhor reflexo dessa sua característica,
e se encaixam bem na trama. Nos demais momentos, são apenas distrações. Chama-se
muita atenção para todo o cenário, gerando certa distração em relação aos diálogos.
Tampouco foi utilizado para demonstrar o contraste entre a pobreza e a riqueza
em determinadas situações.
O filme é longo
demais, com a narrativa, feita por Nick Carraway (Tobey Maguire), dizendo
exatamente o que víamos, o que no meu entendimento é desnecessário. A história
demora demais a envolver o telespectador, além de não apresentar nada de
original. Talvez a trama do livro de 1925 tenha sido realmente original, mas
aqui, toda a agonia e o vazio das pessoas, que poderiam ser trabalhadas de
forma excelente, revelam-se simples e sem interesse.

A trilha sonora do
filme não me agradou. Muitas vezes essa combinação de músicas atuais com
contextos do passado é boa, como ocorreu em Moulin Rouge, do mesmo Baz
Luhrmann. Entretanto, aqui fica totalmente fora de contexto, sem deixar clara
qual a intenção em se fazer isso. Um filme dispensável e demasiadamente longo. Uma
decepção, principalmente em razão das grandes expectativas que se criaram em relação
a ele.
Nota 76/100
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