Gênero: Drama.
Direção: Paul Thomas Anderson.
Elenco: Mark Wahlberg, Burt Reynolds, Julianne Moore, John C. Reilly, Don Cheadle, Heather Graham, Nicole Ari Parker, Luis Guzmán, William H. Macy, Joanna Gleason, Nina Hartley, Robert Ridgely, Philip Seymour Hoffman, Ricky Jay, Philip Baker Hall, Michael Jace, Thomas Jane, Alfred Molina.
País: Estados Unidos.
Tempo: 155 min.
Idioma: Inglês.
É inegável que Paul Thomas Anderson tenha uma característica própria de direção – dentre tomadas de câmeras longas e sem cortes, filmes longos, com diversas histórias paralelas (independente de serem todas conectadas ou não) e temas polêmicos. Além de utilizar de forma constante os mesmos atores e atrizes, o que para a sorte de todos, ele sempre escolhe bem.
O diretor dosa bem a
quantidade de violência e pornografia demonstrada, sem ser comedido demais, mas
tampouco sem abusar destas cenas. Inclusive, nas mais violentas, em muitas
delas consegue lidar com certo humor negro que atenua a situação, e deixa o
telespectador surpreso por estar rindo em um momento tão tenso e pesado. Também
nos brinda com alguns absurdos e cenas soltas que são divertidas e integram
muito bem o panorama geral.
É inegável que Paul Thomas Anderson tenha uma característica própria de direção – dentre tomadas de câmeras longas e sem cortes, filmes longos, com diversas histórias paralelas (independente de serem todas conectadas ou não) e temas polêmicos. Além de utilizar de forma constante os mesmos atores e atrizes, o que para a sorte de todos, ele sempre escolhe bem.
Boogie Nights é o
filme que o lança em Hollywood, fazendo relativo sucesso. Isso de forma justa,
tendo em vista que é um bom filme. É também um trabalho melhor do que o mais
aclamado Magnolia, lançado dois anos
depois. Contudo, continuo considerando que o diretor é superestimado. Não vejo
nele a genialidade apontada por tantas pessoas, e sim a escolha de temas polêmicos
com ótimo elenco (e bem dirigido, este crédito ele merece) e filmes muito
longos.
Neste aqui, ele
retrata a ascensão, apogeu e queda de um ator no mundo pornô – Eddie Adams, ou
depois, Dirk Diggler (Wahlberg). Um rapaz de 17 anos que em razão de seus
atributos físicos e ótimas performances faz uma carreira meteórica na indústria
pornográfica. Contudo, o envolvimento com drogas, o ego inflado, a imaturidade
e a instabilidade emocional o fazem que também sua carreira entre em queda
livre na mesma velocidade em que subiu.
No início do filme me
espantei com o glamour com que o cinema pornográfico é apresentado. Contudo,
esta talvez fosse a forma com que Diggler via tudo isso. Após ser convidado
pelo diretor Jack Horner (Burt Reynolds) para trabalhar em seus filmes, esse
glamour vai se desconstruindo aos poucos. Temas como drogas, prostituição, violência,
traições e ganância vão sendo inseridos no contexto, conforme os personagens
que trabalham nesse meio vão sendo apresentados. Podemos observar a dificuldade
de todos eles em se inserirem em outro meio que não o pornográfico, tendo em
vista o preconceito que sofrem.
Esta forma como é
mostrada realmente é um dos pontos mais altos do filme, bem como as atuações.
Wahlberg está realmente muito bem, e a transformação pela qual passa seu
personagem é muito bem interpretada, sem exageros. Reynolds também faz um ótimo
papel, que apesar de sempre tranquilo, revela seu lado descontrolado, quando sob
pressão. Julianne Moore, na pele da atriz Amy Waves, também é um dos destaques –
mostrando a dificuldade em exercer um papel de mãe em meio ao mundo caótico, e
como isso vem a refletir de forma pesada em sua vida. Don Cheadle, Philip
Seymour Hoffman, John C. Reilly, Heather Graham, Alfred Molina e William H.
Macy também fazem excelente trabalho, todos com suas tramas paralelas e
individuais, sem vínculo necessário ao protagonista, demonstrando todas as
dificuldades que as pessoas que vivem nesse meio enfrentam.

Contudo, o filme
revela-se muito longo, em alguns momentos intermináveis. Muitos personagens
acabam se perdendo, entrando e saindo de cena sem qualquer explicação. Esse dois
defeitos talvez sejam oriundos da mesma coisa: muitas histórias e muitos
argumentos querem ser expostos, e para isso, muitos personagens, tornando difícil
controlar todos de forma razoável. Isso também leva a uma incompletude de
muitas histórias, que ficam sem desfechos, o que talvez proporcionasse um final
mais profundo para a trama, é onde ela acaba por pecar mais.
Nota 86/100
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