sábado, 2 de novembro de 2013

Donnie Darko

Ficha Técnica: Donnie Darko, 2001.
Gênero: Drama, Suspense.
Direção: Richard Kelly.
Elenco: Jake Gyllenhaal, Mary McDonnell, Jena Malone, Maggie Gyllenhaal, Drew Berrymore, Holmes Osborne, Daveigh Chase, Patrick Swayze, Jolene Purdy, Stuart Stone, Beth Grant, Seth Rogen, Noah Wyle, Patience Cleveland.
País: Estados Unidos.
Tempo: 113 min. 
Idioma: Inglês.

     O filme tornou-se um clássico do universo cult e alternativo. Com excelentes atuações, principalmente para Jake Gyllenhaal, em início de carreira, Donnie Darko nos traz um menino com indícios de esquizofrenia, porém muito inteligente, que além de estar entupido de psicotrópicos, aparentemente é sonâmbulo.
    Dentro deste cenário, em que muitas coisas não fazem sentido, e ao final do filme você não vai entender, Donnie Darko revela-se um rapaz gentil e que questiona os absurdos impostos por normas sociais conservadores em sua pequena e pacata cidade. Ao mesmo tempo, discussões sobre viagem no tempo, somadas a um coelho gigante e assustador chamado Frank, que dá ordens a Donnie, acabamos encontrando elementos de ficção e suspense no longa.
   Há uma possível interpretação em que toda história direciona para que Donnie aceite a sua morte de forma autêntica, que seja uma escolha sua, para evitar tudo que ele presenciou em sua “viagem ao futuro”, caso não tivesse morrido com a queda da turbina em seu quarto. Mas em meio a tudo isso, temos diálogos interessantes, como com as professoras de literatura (Berrymore) e de Educação Física (Grant) e com o professor de física (Wyle). Outro papel importante é o de Patrick Swayze, que faz Jim Cunningham, pedófilo desmascarado por Donnie, com a “ajuda” de Frank.
    Desta forma, um filme propositalmente confuso, mas ao mesmo tempo intrigante, como deveria ser a mente de Donnie Darko e que nos apresenta algo original, ainda que não tão profundo, mas com mensagens diferentes, e questionando alguns aspectos das normas sociais. Não vou me estender muito, afinal, como posso divagar tanto sobre um filme que não é possível entender prontamente, mas que nos deixa reflexivos por um tempo, mesmo sem que possamos identificar o porquê.



Nota 76/100


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