Gênero: Drama.
Direção: Paul Thomas Anderson.
Elenco: Julianne Moore, Tom Cruise, John C. Reilly, William H. Macy, Jason Robards, Philip Seymour Hoffman, Melora Walters, Jeremy Blackman, Philip Baker Hall, Melinda Dillon, April Grace, Luis Guzmán, Ricky Jay, Alfred Molina.
País: Estados Unidos.
Tempo: 188 min.
Idioma: Inglês.
Magnólia é um filme muito cultuado e elogiado, por seu brilhantismo, excelentes atuações, roteiro envolvente e profundo. Em partes, estes elogios são merecidos; em outras, são um exagero, ou ainda totalmente descabidos. E talvez muitos considerem que não interpretei o filme corretamente, não entendi o filme ou outra tentativa de desqualificar minha opinião. E talvez eles tenham razão, e um dia eu possa mudar minha opinião.

O filme se desenvolve
bem, embora vá se desgastando em razão das três horas de duração, ao meu ver desnecessárias.
Mas o roteiro está longe de ser chato – a minha crítica é sobre a mensagem do
filme, ou reflexão, objetivo, qualquer um desses elementos necessários para se
formar um grande filme. Após três horas, a única reflexão é sobre os
arrependimentos da vida? Sério, arrependimentos sobre temas clichês e como isso nos afeta? Sobre traição, abandono de lar e família, vícios e
qualquer outro clichê que possa ser condenado moralmente pela sociedade? Não há
sequer (ou ao menos não identifiquei) algum questionamento desses padrões
morais.
O cartaz realmente é
uma parte interessante do filme, e a ideia da magnólia, como todos ligados por
este frágil elo das pétalas da flor que dá nome ao filme. O detalhe do sapo
realmente é interessante. As metáforas estão pouco ligadas e não fazem sentido
ao filme, mas revelam um julgamento moral-cristão das ações, como a traição, as
chuvas de sapo, a esperança e os sentimentos paternos. Enfim, mais um filme de Paul
Thomas Anderson muito elogiado que me decepcionou (Sangue Negro é o outro). Ao
menos ele consegue boas atuações dos atores.
Nota
66/100