sexta-feira, 22 de março de 2013

Ratatouille

Ficha Técnica: Ratatouille, 2007.
Gênero: Animação, Comédia.
Direção: Brad Bird, Jan Pinkava.
Elenco: Patton Oswalt, Lou Romano, Ian Holm, Janeane Garofalo, Peter Sohn, Peter O'Toole, Brad Garrett, Will Arnett, Brian Dennehy.
País: Estados Unidos.
Tempo: 111 min. 
Idioma: Inglês, Francês.

     Atualmente, não podemos mais considerar apenas o público infantil ao se tratar de animações, ainda que este público seja o principal deste gênero. E exatamente por este aspecto, Ratatouille falha com os dois lados – o público infantil e o adulto. Com o adulto, simplesmente pelo fato do filme ser extremamente infantil.
      Com o público infantil, ele vem carregado de lições de morais, algumas delas apresentadas de forma questionáveis. A primeira é não roubar: tudo bem, sabemos que o roubo não é algo positivo, mas mesmo Aladdin, um filme muito mais antigo, da época final do "conto de fadas", trabalha melhor a questão do roubo pela sobrevivência, a fome ou outro motivo. Ou seja, o filme é totalmente maniqueísta neste aspecto, tornando-o infantil e ao mesmo tempo prejudicial para as crianças; outra lição é a de que basta querer, e conseguiremos o que comer – basta olhar para o mundo e reparar no absurdo desta frase. Até mesmo uma criança pode notar. E ele fica martelando outros clichês sobre família, amigos e tudo mais – que são importantes, mas sozinhos não fazem um filme nem ao menos bom. Outro aspecto em que o filme falha é a comédia: não são tantos momentos de riso e divertimento que o filme nos proporciona - apenas alguns esporádicos e isolados.
       A divisão maniqueísta dos personagens está presente – vilões e mocinhos, ainda que um dos malvados, o mais interessante, o crítico Anton Ego (nome sugestivo, voz de Peter O’Toole) seja mais elaborado. Este personagem também é utilizado, ironicamente, para dar uma “cutucada” nos críticos – o que poderia amenizar minha crítica. Mas são duas coisas diferentes, a crítica a uma refeição, comida ou prato, e outra a um filme. Coisas totalmente distintas, ainda que a observação seja muito válida e nos faça pensar sobre a relação entre o crítico e aquele que realmente produz alguma coisa.
      Os demais personagens são interessantes, mas nada de muito novo ou diferente. Aliás, ratos e humanos não é algo tão novo no mundo das animações. No início do filme, achei positivo como eles eram mostrados – as pessoas de fato tinham nojo e medo deles. Com razão! São animais associados à sujeira e responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças. Mas no final, me senti assistindo ao filme da Cinderella – A Gata Borralheira, pois ratos e algumas pessoas se relacionam muito bem. Além de tudo, estes animais na cozinha, aí está algo que nos causa no mínimo grande desconforto, ainda que seja um desenho. Ao menos o filme é visualmente muito bom.





Nota 61/100

Um comentário:

  1. É só um desenho, muito bom por sinal; não tem que ser uma grande obra. E roubar é errado! sem argumentos...

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