
Gênero: Aventura, Ação, Fantasia;
Direção: James Cameron.
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Wes Studi, Laz Alonso, Dileep Rao.
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Wes Studi, Laz Alonso, Dileep Rao.
País: Estados Unidos, Reino Unido.
Tempo: 162 min.
Idioma: Inglês, Espanhol.
O elenco de apoio não
fez nada por merecer um grande destaque. Weaver trabalhou bem, Michelle
Rodriguez fez seu papel de sempre: de Michelle Rodriguez, uma sedutora e
perigosa mulher com princípios inabaláveis e atitudes questionáveis. Lang como
o coronel está caricato demais, totalmente superficial - mais do que o restante do elenco, que também está totalmente superficial, assim como o próprio filme. Já os que atuaram como conterrâneos
da personagem de Saldana são difíceis de analisar.
A questão de uma história
de amor na guerra também é corriqueira, bem como todo seu desenrolar e a virada
final obtida. A divisão maniqueísta entre bem e mal no filme, com o mal
encarnado principalmente na pele do coronel, e os interesses do lucro no
personagem de Ribisi são por demais exagerados.Militares e grandes corporações, que foram simplesmente vencidas pelos nativos - talvez uma utopia.
Se você tiver alguns bilhões sobrando, e deseja
multiplicá-los, chame James Cameron. Ele sabe como fazer filmes com orçamentos
gigantescos obterem bilheterias ainda maiores, mesmo que o filme não seja muito
bom. Avatar é esteticamente perfeito – os efeitos especiais são maravilhosos,
os cenários criados, cada detalhe minuciosamente pensado e colocado em prática.
Já com a história e o
elenco, a situação muda um pouco de figura. O protagonista não é nem um pouco carismático,
não há química entre ele e a história, com os personagens, com nada. Deixou muito
a desejar, e talvez sua salvação e a do filme também é que mais da metade do
tempo ele estava numa fantasia azul, que talvez tenha atenuado sua inabilidade
em produzir qualquer emoção nos espectadores. Já para Zoe Saldana, a situação talvez
tenha sido inversa. Caso não passasse o filme inteiro sob os efeitos especiais
e a fantasia azul, seus esforços seriam mais reconhecidos. Mas isso não é uma
certeza tampouco.

A história por sua
vez, traz uma mensagem, ou até mais do que uma, que seriam importantes, não fosse o excesso de clichês. A questão do meio ambiente é
patente, principalmente a crítica pela busca por petróleo por parte do governo
dos EUA. Outra questão presente é a simbologia da colonização, sobre o que foi
feito com a América e demais regiões do mundo colonizadas. No entanto, essas
críticas são superficiais, e totalmente tomadas pelos clichês e previsibilidade
do filme. Um heroi de guerra que chega para estudar o inimigo e acaba por se
envolver com eles, apaixonar-se pela mocinha e líder do grupo, e trai seus "irmãos" já está mais do que batido no cinema: Dança com Lobos e O Último
Samurai são apenas alguns dos exemplos de filmes melhores com a mesma situação.

Enfim, um filme com
uma mensagem válida, mas que vale muito mais pelos seus efeitos especiais do
que por seus questionamentos ou grandes atuações. Outro ponto positivo foi a estréia
do 3D, que pelo jeito veio para ficar e engordar diversas bilheterias mundo a
fora, algumas fazendo jus ao alarde sobre seus efeitos especiais, outras apenas
para aumentar os preços das entradas e engordar a carteira dos produtores.
Nota 70/100