domingo, 13 de maio de 2012

Avatar

Ficha técnica: Avatar, 2009
Gênero: Aventura, Ação, Fantasia;
Direção: James Cameron. 
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Wes Studi, Laz Alonso, Dileep Rao. 
País: Estados Unidos, Reino Unido.
Tempo: 162 min.
Idioma: Inglês, Espanhol.

      Se você tiver alguns bilhões sobrando, e deseja multiplicá-los, chame James Cameron. Ele sabe como fazer filmes com orçamentos gigantescos obterem bilheterias ainda maiores, mesmo que o filme não seja muito bom. Avatar é esteticamente perfeito – os efeitos especiais são maravilhosos, os cenários criados, cada detalhe minuciosamente pensado e colocado em prática.
     Já com a história e o elenco, a situação muda um pouco de figura. O protagonista não é nem um pouco carismático, não há química entre ele e a história, com os personagens, com nada. Deixou muito a desejar, e talvez sua salvação e a do filme também é que mais da metade do tempo ele estava numa fantasia azul, que talvez tenha atenuado sua inabilidade em produzir qualquer emoção nos espectadores. Já para Zoe Saldana, a situação talvez tenha sido inversa. Caso não passasse o filme inteiro sob os efeitos especiais e a fantasia azul, seus esforços seriam mais reconhecidos. Mas isso não é uma certeza tampouco.
       O elenco de apoio não fez nada por merecer um grande destaque. Weaver trabalhou bem, Michelle Rodriguez fez seu papel de sempre: de Michelle Rodriguez, uma sedutora e perigosa mulher com princípios inabaláveis e atitudes questionáveis. Lang como o coronel está caricato demais, totalmente superficial - mais do que o restante do elenco, que também está totalmente superficial, assim como o próprio filme. Já os que atuaram como conterrâneos da personagem de Saldana são difíceis de analisar.
       A história por sua vez, traz uma mensagem, ou até mais do que uma, que seriam importantes, não fosse o excesso de clichês. A questão do meio ambiente é patente, principalmente a crítica pela busca por petróleo por parte do governo dos EUA. Outra questão presente é a simbologia da colonização, sobre o que foi feito com a América e demais regiões do mundo colonizadas. No entanto, essas críticas são superficiais, e totalmente tomadas pelos clichês e previsibilidade do filme. Um heroi de guerra que chega para estudar o inimigo e acaba por se envolver com eles, apaixonar-se pela mocinha e líder do grupo, e trai seus "irmãos" já está mais do que batido no cinema: Dança com Lobos e O Último Samurai são apenas alguns dos exemplos de filmes melhores com a mesma situação.
      A questão de uma história de amor na guerra também é corriqueira, bem como todo seu desenrolar e a virada final obtida. A divisão maniqueísta entre bem e mal no filme, com o mal encarnado principalmente na pele do coronel, e os interesses do lucro no personagem de Ribisi são por demais exagerados.Militares e grandes corporações, que foram simplesmente vencidas pelos nativos - talvez uma utopia.
      Enfim, um filme com uma mensagem válida, mas que vale muito mais pelos seus efeitos especiais do que por seus questionamentos ou grandes atuações. Outro ponto positivo foi a estréia do 3D, que pelo jeito veio para ficar e engordar diversas bilheterias mundo a fora, algumas fazendo jus ao alarde sobre seus efeitos especiais, outras apenas para aumentar os preços das entradas e engordar a carteira dos produtores.
Nota 70/100

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