
Gênero: Drama, Comédia;
Direção: Jonathan Levine.
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas-Howard, Anjelica Huston, Serge Houde, Matt Frewer, Philip Baker Hall.
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas-Howard, Anjelica Huston, Serge Houde, Matt Frewer, Philip Baker Hall.
País: Estados Unidos.
Tempo: 100 min.
Idioma: Inglês.
Uma comédia sobre
câncer sempre vai lidar com temas que estão extremamente distantes do que
podemos considerar cômico, e por isso esse é um filme ousado. Apesar da
ousadia, não é totalmente original – comédias sobre situações trágicas, como
doenças, também são comuns.
O filme traz muitos
das dificuldades enfrentadas por pacientes que sofrem com câncer,
principalmente os danos psicológicos causados pela doença. E mesmo assim, ele o
faz rir em diversos momentos. Há um excelente equilíbrio entre os momentos de
drama e comédia, e este talvez seja um dos dois pontos mais fortes do filme.
O outro aspecto
positivo é a atuação de Joseph Gordon-Levitt. Apesar de um bom elenco de apoio,
ele é o centro do filme, e que o carrega de maneira agradável para o
espectador, mesmo um tema denso como o nele tratado. As dificuldades de
aceitação da doença, de conviver com ela, e principalmente de seus parentes e
amigos mais próximos lidarem com isso foram muito bem apresentadas. Não há
formula para casos assim, cada pessoa lida de uma maneira, com um determinado
contexto, e o filme não tenta apresentar qualquer forma fixa. E sob esta ótica,
foi muito interessante o que nos mostrou – a maior dificuldade de lidar com a situação
foram para os amigos e parentes.
O fato de sua namorada o trair e o largar enquanto
enfrentava a doença talvez seja mais comum em casos como este do que imaginamos,
e nos faz criar uma simpatia ainda maior pelo personagem principal. A difícil relação com mãe também nos mostra que nem sempre, em casos graves como este, pequenas coisas sejam facilmente superadas. Já as
conseqüências físicas do tratamento da doença, ao meu ver foram atenuadas,
principalmente num caso tão grave como o dele. Mas isso não tira a qualidade do
filme, e talvez até tenha sido necessária para manter o estilo cômico.

Um tema delicado
trazido pelo filme, e que ao meu ver lhe conta pontos positivos, foi a questão das
drogas – mais especificamente a maconha. Na minha interpretação, o filme faz
uma ligeira defesa da legalização da maconha, pois nos mostra como os doentes a
utilizaram de maneira positiva e saudável, na medida do possível. Se ela
realmente faz bem em alguns casos, é uma extensa discussão, com divergentes opiniões,
mas é bom nos fazer pensar realmente sobre este fato.
Outro aspecto que me
agradou foi o fato de sua terapia ter sido um completo desastre – com exceção
dos momentos em que, ao invés de agir como terapeuta, a personagem de Kendrick
era uma amiga. Não sei se foi essa a intenção do diretor, mas me fez pensar em
até que ponto essas ajudas distantes e sem ligação alguma podem realmente
ajudar. Um bom filme, que apesar de simples, me agradou e me surpreendeu por me
levar a alguns questionamentos.
Nota 81/100
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