
Gênero: Drama, Aventura;
Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloe Grace Mortez, Sacha Baron Cohen, Helen McCrory, Emily Mortimer, Jude Law, Christopher Lee, Michael Stuhlbarg, Frances de la Tour, Richard Griffiths, Ray Winstone.
País: Estados Unidos.
País: Estados Unidos.
Tempo: 126 min.
Idioma: Inglês.
Ao assistir esse filme em casa, eu tive uma grande decepção: não ter
conseguido ir vê-lo no cinema, em 3D. O filme é esteticamente perfeito, com cenários
de tirar o fôlego mesmo assistindo em casa numa televisão comum. O que dirá na
grande tela, com todos os efeitos pensados pelo mestre Scorsese.
Talvez o melhore
filme para família, com um excelente apelo infantil, feito nos últimos anos, se
não forem consideradas as animações. O cenário é ótimo, os atores estão
excelentes. O protagonista, Asa Butterfield, está ainda melhor do que no Menino do Pijama Listrado; Sacha B.
Cohen encontrou um equilíbrio perfeito entre o cômico e caricaturesco e ao
mesmo tempo sério e comovente, dando uma paixão irretocável ao filme. Kingsley também
está muito bem, e somente Moretz que deixou um pouco a desejar, soando
artificial algumas vezes. Os demais coadjuvantes estão excelentes em suas
pontas, mesmo que alguns com pouquíssimas falas.

Outro ponto apontado,
mas pouco explorado pelo filme, são a vida de crianças de ruas, órfãos, e os
horrores da guerra. Não acho que o viés do filme deveria abordar a fundo estes
aspectos, e por isso apenas essa menção me agradou. Assuntos pesados, que
apesar de Scorsese saber lidar com eles muito bem, acabariam mudando o
público-alvo. Mas o fato de uma guerra ter acabado com uma arte, a forma como
tratamos e enxergamos crianças de rua, além da dificuldade que um órfão enfrenta
estão todos presentes de forma latente no filme. E nada no filme nos impede, na
verdade me estimulou, a pensar profundamente sobre essas questões.
Interessantes também foram as disputas na temporada
de premiações do cinema, estadunidense principalmente, entre Hugo e O Artista. Hugo nos traz
uma referência ao cinema em sua época que era talvez a mais pura no sentido de
arte, em que a criatividade de todos envolvidos na produção de um filme deveria
aflorar de maneira muito forte, nada parecido com o que temos hoje. A curiosidade
de hoje é que os recursos hoje talvez limitem muitas de nossas possibilidades, também
as expandem simultaneamente. Mas é uma forma diferente, talvez mais afastada de
um conceito de arte do período moderno. E mesmo assim, Scorsese fez desse filme
uma obra de arte.
Nota 91/100
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