
Gênero: Drama, Suspense;
Direção: Michael Haneke.
Elenco: Christian Friedel, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Michael Kranz, Burghart Klaußner, Maria-Victoria Dragus, Leonard Proxauf, Rainer Bock.
País: Alemanha, Áustria, França, Itália.
Elenco: Christian Friedel, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Michael Kranz, Burghart Klaußner, Maria-Victoria Dragus, Leonard Proxauf, Rainer Bock.
País: Alemanha, Áustria, França, Itália.
Tempo: 144 min.
Idioma: Alemão.
Esse não é um filme
ao qual podemos assistir com a cabeça na lua, conversando com o colega. Para
que possamos compreendê-lo da melhor maneira possível, devemos estar atentos a
todos os detalhes e principalmente, a todas as falas. E mesmo assim, ao final
do filme, temos que parar e refletir um pouco sobre o que nos foi mostrado,
pois é um filme muito denso, com algumas afirmações muito fortes.
A história se passa
num pequeno vilarejo no norte da Alemanha, às vésperas da Primeira Guerra Mundial.
Conforme o mencionado no início do filme pelo narrador, os eventos que ali
ocorreram poderiam explicar o que ocorreu com o país no futuro. Ele também
afirma que muitos desses eventos não foram esclarecidos.

Muitos dos elementos
do nazismo, como autoritarismo, violência, extermínio dos considerados fracos
(o menino deficiente é um exemplo evidente), a complacência silenciosa para com
as ordens, a exploração e dependência de todos de um empregador abastado (no
caso, o barão), dentre outros fatores, são os elementos apresentados pelo
autor. Mas para que se explique o nazismo, teríamos que aplicar esta situação
em toda a Alemanha, pois apenas um pequeno vilarejo não basta. E mesmo assim,
outros fatores talvez ainda mais importantes estariam sendo desconsiderados:
contextos sociais, políticos e econômicos.
Assim, encarar os
eventos que ali ocorreram como uma metáfora ou um retrato fragmentado do futuro
alemão seria mais indicado do que a explicação para os horrores do nazismo. Mas
fugindo desta tentativa de se compreender o inexplicável, também temos a
interessante análise psicossocial ali apresentada. Os crimes que acabam sem uma
resolução dão a entender, através da interpretação do professor, que foram
cometidos pelas crianças. Os pais que puniam as crianças pelos seus erros
também cometiam seus abusos e crimes, todos muito maiores. Assim, as próprias
crianças passaram a puni-los por isso. Essa é minha interpretação, e como os
crimes não foram desvendados, talvez não fossem as crianças, mas com certeza,
esse é um dos questionamentos colocados pelo diretor.

Um filme excelente,
mas que seu argumento não deve ser encarado como a única explicação para o que
viria a acontecer na Alemanha no futuro. Entretanto, muitos dos elementos ali
postos com certeza contribuíram para o desenrolar da história.
Nota 95/100
Filme muito bom, cinema europeu sempre é melhor
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