sábado, 12 de maio de 2012

Tão forte e Tão Perto

Ficha técnica: Extremely Loud & Incredibly Close, 2011
Gênero: Drama, Aventura;
Direção: Stephen Daldry.
Elenco: Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Max von Sydow, Zoe Caldwell, Viola Davis, Jeffrey Wright, John Goodman. 
País: Estados Unidos.
Tempo: 129 min.
Idioma: Inglês.

    Os EUA têm uma vasta produção de determinados eventos históricos que marcaram tragicamente sua história: holocausto, Vietnã, Iraque, entre outros. O 11 de setembro é mais um desses eventos. No entanto, como também é uma marca desses eventos, pouquíssimas autocríticas sobre esses eventos são feitas pelos filmes.
      Um dos questionamentos do filme é o motivo do atentado, que não fazem sentido. É uma das questões levantadas pelo protagonista, que perdeu seu pai no terrível dia. Essas atrocidades não são justificáveis, não fazem sentido, mas ao longo da história, estão cada vez mais claras e ao mesmo tempo obscuras. Os autores dos atentados, a maneira como foram planejados, destroços de aviões não encontrados, entre outros pontos, tornam este atentado uma das coisas mais inexplicáveis da história. Mas tomando a história do governo como oficial, também não há este tipo de questionamento por parte do filme.
      As vítimas do atentado foram as pessoas que perderam suas vidas e seus entes queridos, como o filme mostra o sofrimento destes. Mas as instituições estadunidenses não estão isentas de culpa, muito pelo contrário. É isto que muito me incomoda no filme. A história poderia ser sobre qualquer criança que perde seu pai, mas o foco nos atentados enfraquece muito do filme, tentando mostrar a empatia do povo pelos que sofreram com isso.
  Os atores estão muito bem, principalmente os coadjuvantes. O jovem protagonista é sobrecarregado, e talvez por isso o filme não tenha me agradado muito neste aspecto de atuação. Max von Sydow está muito bem, mas seu papel é totalmente inútil. Ele entra e sai do filme, e é como se nada tivesse acontecido, além de sua misteriosa identidade ser totalmente previsível.  Bullock também está muito bem no filme, assim como Hanks. Viola Davis realmente trabalhou muito bem, mostrando a consistência de seus trabalhos recentes, ainda que tenha atuado por pouquíssimo tempo.
     Enfim, um filme sobre uma tragédia, tratada de maneira superficial e parcial, além de não fugir de qualquer lugar comum. Ao meu ver, outro erro foi deixar que o jovem ator Thomas Horn carregasse o filme todo. Mas este filme com certeza caiu no gosto dos estadunidenses, pois uma tragédia tão recente, tratada de maneira humana apesar dos inúmeros defeitos apontados por mim. Eles certamente são simpáticos ao sofrimento dos que perderam entes queridos, e deveriam ser. E isto irá emocioná-los, e o filme provavelmente irá reavivar o sentimento de vítimas e justificar tudo que ocorreu após os atentados. Mas não os levará a questionar que são os verdadeiros culpados por tudo isso.
Nota 48/100

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