
Gênero: Drama;
Direção: Asghar Farhadi.
Elenco: Peyman Moadi, Leila Hatami, Sareh Bayat, Shahab Hosseini, Sarina Farhadi, Merila Zarae'i, Ali-Asghar Shahbazi, Babak Karimi, Kimia Hosseini.
Elenco: Peyman Moadi, Leila Hatami, Sareh Bayat, Shahab Hosseini, Sarina Farhadi, Merila Zarae'i, Ali-Asghar Shahbazi, Babak Karimi, Kimia Hosseini.
País: Irã.
Tempo: 123 min.
Idioma: Persa.
Ao contrário do que
se espera de um filme iraniano, A
Separação busca retratar problemas que por ele são considerados comuns a
muitas famílias, de diversos lugares no mundo. O longa não traz as questões políticas
e sócio-religiosas que envolvem o Irã como centro do filme, e sim os problemas
de duas famílias – um casal burguês que está em meio ao processo de divórcio e
um outro casal, mais simples, que estão passando por dificuldades financeiras
enquanto aguardam o nascimento do novo filho.
O diretor conduz o
filme de maneira brilhante, com tomadas de câmeras muito interessantes, nos
colocando a cada momento sob uma diferente ótica, assim como o roteiro o faz. Ao
discutir a emigração do casal que está se divorciando, ele não toma partido,
apontando apenas os desejos de uma pessoa deixar o país, enquanto outra quer
ficar. A própria esposa afirma ser o marido um bom homem, mas não quer
continuar a viver no país, sendo esse o motivo da separação. Assim, ele
apresenta as dificuldades do cotidiano do matrimônio, muito similares às
retratadas por filmes ocidentais.

A trama se desenvolve após a saída da mulher Simin
(Leila Hatami) da casa, pois para cuidar do pai, que sofre de Alzheimer, o
marido Nader (Peyman Moadi) contrata Razieh (Sareh Bayat). Esta está grávida
e com o marido (Shahab Hosseini) passando por dificuldades financeiras, e por
isso aceita o trabalho sem contar para o companheiro.
Após um infortúnio, Razieh perde a criança, e
acusa Nader de ser o responsável, pois este a expulsou de casa após descobrir
que a mulher havia deixado o seu pai amarrado sozinho na cama e saído. A questão
é levada a justiça, o que ao invés de contribuir para a solução do problema,
talvez tenha somente agravado a situação. Paradigmas e valores de ambas as famílias
vêm à tona no filme, como honra, religião, valores matrimoniais, dentre outros.

Termeh (Sarina
Farhadi), filha de Nader e Simin, também acaba por enfrentar situações muito
além de sua maturidade, como a escolha entre ficar com o pai no país ou abandonar
tudo para ir com a mãe ao exterior, mentir perante o juiz para defender o pai,
e mesmo decidir sobre o fato de Nader ser ou não culpado pelo aborto de
Razieh. Um ótimo filme, que além de nos trazer uma trama muito humana,
contribui para acabar com muitos estereótipos, não somente sobre a sociedade
iraniana, mas como divisões maniqueístas sobre o certo e errado. Além disso, também nos traz de pano de fundo uma luta de classes, que engrandece ainda mais o filme.
Nota 97/100
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