Gênero: Drama, Guerra.
Direção: Steve Spielberg.
Elenco: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Niels Arestrup, David Thewlis, Tom Hiddleston, Celine Buckens, Benedict Cumberbatch, Leonard Carow, David Kross, Robert Emms, Matt Milne, Eddie Marsan.
País: Estados Unidos, Índia.
Tempo: 146 min.
Idioma: Inglês.
Ao meu ver, Spielberg é um diretor superestimado em Hollywood. Ainda
que seja um ótimo diretor, tem um ótimo tato para bilheteria, megaproduções e
filmes de puro entretenimento, não podemos colocá-lo ao lado de diretores como Kubrick
ou Scorsese.
Cavalo de Guerra é um
filme razoável, ainda que seja longo demais, sem aparentar um motivo real. Apesar
de ser previsível do começo ao fim, a fotografia é ótima, e o ponto alto do
filme são as cenas de guerra. Da mesma forma que Spielberg nos brindou com uma
excelente sequência de abertura em O
Resgate do Soldado Ryan, com uma ótima cena do desembarque na Normandia,
aqui temos as cenas das trincheiras trazidas de forma muito real e verossímil,
com atenção aos mínimos detalhes. A fotografia do filme também é ótima,
combinando belas paisagens com situações calmas, mas também lugares chocantes
ao se deparar com a guerra.
O filme também nos
mostra alguns dos horrores da guerra, ainda que busque aliviar a sensação de
desconforto que pode nos causar – com exceção das cenas nas trincheiras, as demais
não são tão fortes (deserção, enfermarias, etc.), o que ao meu ver reduz a
qualidade do filme. Os atores estão bem, nada a se destacar, ainda mais pelo
fato de que talvez o cavalo tenha feito o trabalho mais difícil na atuação. Muitos
atores estrangeiros trabalham no filme, mas me decepcionei ao ver que ele era
todo em inglês – Spielberg tem os recursos necessários para que cada um fale a língua
materna do personagem que representa.
A primeira vez que assisti ao trailer, me pareceu
um pouco infantil a ideia do cavalo e do menino. Mas assim que comecei o filme,
percebi que a ideia era mostrar os diferentes locais e situações de sofrimento que
a IGM causou, acompanhando a trajetória do cavalo, e aí a ideia tornou-se
válida. No entanto, Spielberg tenta humanizar demais o animal, fazendo perder
um pouco da seriedade do longa.
Um filme que vale o tempo que nos dedicamos, mas não
por uma segunda vez, e que talvez vá ficar esquecido na filmografia de Spielberg,
pois não entra na qualidade de filmes com A
Cor Púrpura, nem das grandes produções como Jurassic Park ou Indiana
Jones, muito menos na combinação dos dois, como O Resgate do Soldado Ryan ou A
Lista de Schindler.
Nota 69/100