Gênero: Ficção Científica, Ação.
Direção: J.J. Abrams.
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg, John Cho, Benedict Cumberbatch, Anton Yelchin, Bruce Greenwood, Peter Weller, Alice Eve.
País: Estados Unidos.
Tempo: 132 min.
Idioma: Inglês.
A história nos traz a
oposição sempre interessante entre a “racionalidade” de Spock e a “paixão” de
Kirk, conflito sempre muito interessante e que, se bem explorado, pode
engrandecer muito o filme, apesar de ser um clichê. Outros aspectos
interessantes, que já se faziam presente na antiga série, é a comparação e
metáforas da nossa sociedade colocadas nos alienígenas. E mais uma vez podemos
perceber que isto se repete no início, com a discussão sobre invasão preventiva.
Uma pena que no decorrer do longa isto se perca.
Além de inúmeros furos do roteiro, com soluções
malucas sendo que a resposta era bem mais simples (como a questão do sangue de
Khan), há uma banalização de algumas questões centrais e super impactantes como
ressurreição ou teletransporte. Ao priorizar cenas de ação e os efeitos sem
muito conteúdo, o filme acaba por se tornar superficial demais.
O resgate de Jornada nas Estrelas foi uma grata surpresa para todos os
fãs da série e também para aqueles que não a apenas tinham ouvido falar do
seriado. J.J. Abrams fez um excelente trabalho no primeiro trabalho ao
apresentar personagens clássicos como Spock (Quinto), Kirk (Pine), Bones
(Urban), dentre outros.
A escolha dos atores
foi realmente muito boa – com destaque para Quinto, que realmente incorporou o
vulcaniano de forma marcante. No caso deste filme, o destaque também vai para o
personagem Khan, interpretado muito bem por Cumberbatch. O longa também é muito
bem realizado, com efeitos especiais fantásticos, ótimas sequências e uma
fotografia espetacular, além da primorosa trilha sonora.
A história nos traz a
oposição sempre interessante entre a “racionalidade” de Spock e a “paixão” de
Kirk, conflito sempre muito interessante e que, se bem explorado, pode
engrandecer muito o filme, apesar de ser um clichê. Outros aspectos
interessantes, que já se faziam presente na antiga série, é a comparação e
metáforas da nossa sociedade colocadas nos alienígenas. E mais uma vez podemos
perceber que isto se repete no início, com a discussão sobre invasão preventiva.
Uma pena que no decorrer do longa isto se perca.
Outro aspecto
importante é a relevância dos personagens coadjuvantes – que possuem um
potencial imenso a ser explorado – o próprio Dr. Bones é mero coadjuvante, quando
deveria protagonizar juntamente com Kirk e Spock. E o mais triste é que há um
bom ator para tal tarefa. E neste filme, acrescentam-se novos personagens –
Carol (Alice Eve), sem que esteja claro o porquê. Praticamente todas suas
passagens poderiam ser realizadas por Uhura (Saldana), Sulu (Cho) ou Chekov
(Yelchin), que tornaria mais interessante e acrescentaria em profundidade no
roteiro.
Além de inúmeros furos do roteiro, com soluções
malucas sendo que a resposta era bem mais simples (como a questão do sangue de
Khan), há uma banalização de algumas questões centrais e super impactantes como
ressurreição ou teletransporte. Ao priorizar cenas de ação e os efeitos sem
muito conteúdo, o filme acaba por se tornar superficial demais.
Continua sendo um ótimo
entretenimento – e se fosse algo como a sequência de Transformers, que em nenhum momento se propõe sério, minha crítica
seria outra. Mas como percebemos um potencial muito grande para tornar este um
filme de ficção um pouco mais digno e relevante dentro do bom cinema, fica a
decepção em ver um vingança de um indivíduo que ainda passa a ser justificada.
Nota 70/100


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