domingo, 29 de dezembro de 2013

Além da Escuridão: Star Trek

Ficha Técnica: Star Trek Into Darkness, 2013.
Gênero: Ficção Científica, Ação.
Direção: J.J. Abrams.
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg, John Cho, Benedict Cumberbatch, Anton Yelchin, Bruce Greenwood, Peter Weller, Alice Eve.
País: Estados Unidos.
Tempo: 132 min. 
Idioma: Inglês.

   O resgate de Jornada nas Estrelas foi uma grata surpresa para todos os fãs da série e também para aqueles que não a apenas tinham ouvido falar do seriado. J.J. Abrams fez um excelente trabalho no primeiro trabalho ao apresentar personagens clássicos como Spock (Quinto), Kirk (Pine), Bones (Urban), dentre outros.
     A escolha dos atores foi realmente muito boa – com destaque para Quinto, que realmente incorporou o vulcaniano de forma marcante. No caso deste filme, o destaque também vai para o personagem Khan, interpretado muito bem por Cumberbatch. O longa também é muito bem realizado, com efeitos especiais fantásticos, ótimas sequências e uma fotografia espetacular, além da primorosa trilha sonora.
    A história nos traz a oposição sempre interessante entre a “racionalidade” de Spock e a “paixão” de Kirk, conflito sempre muito interessante e que, se bem explorado, pode engrandecer muito o filme, apesar de ser um clichê. Outros aspectos interessantes, que já se faziam presente na antiga série, é a comparação e metáforas da nossa sociedade colocadas nos alienígenas. E mais uma vez podemos perceber que isto se repete no início, com a discussão sobre invasão preventiva. Uma pena que no decorrer do longa isto se perca.
    Outro aspecto importante é a relevância dos personagens coadjuvantes – que possuem um potencial imenso a ser explorado – o próprio Dr. Bones é mero coadjuvante, quando deveria protagonizar juntamente com Kirk e Spock. E o mais triste é que há um bom ator para tal tarefa. E neste filme, acrescentam-se novos personagens – Carol (Alice Eve), sem que esteja claro o porquê. Praticamente todas suas passagens poderiam ser realizadas por Uhura (Saldana), Sulu (Cho) ou Chekov (Yelchin), que tornaria mais interessante e acrescentaria em profundidade no roteiro.
    Além de inúmeros furos do roteiro, com soluções malucas sendo que a resposta era bem mais simples (como a questão do sangue de Khan), há uma banalização de algumas questões centrais e super impactantes como ressurreição ou teletransporte. Ao priorizar cenas de ação e os efeitos sem muito conteúdo, o filme acaba por se tornar superficial demais.
     Continua sendo um ótimo entretenimento – e se fosse algo como a sequência de Transformers, que em nenhum momento se propõe sério, minha crítica seria outra. Mas como percebemos um potencial muito grande para tornar este um filme de ficção um pouco mais digno e relevante dentro do bom cinema, fica a decepção em ver um vingança de um indivíduo que ainda passa a ser justificada.
Nota 70/100

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