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segunda-feira, 29 de abril de 2013

12 Homens e uma Sentença

Ficha Técnica: 12 Angry Men, 1957.
Gênero: Drama.
Direção: Sidney Lumet.
Elenco: Henry Fonda, Lee J. Cobb, Jack Warden, Joseph Sweeney, Martin Balsam, John Fiedler, E.G. Marshall, Jack Klugman, Edward Binns, Ed Begley, George Voskovec, Robert Webber.
País: Estados Unidos.
Tempo: 96 min. 
Idioma: Inglês.
            
      Sidney Lumet tem uma estréia fantástica no cinema. Logo em seu primeiro filme ele nos brinda com uma obra prima da sétima arte. Em 12 Homens e uma Sentença o diretor filma em preto e branco, quase inteiramente em um único cenário e praticamente sem qualquer trilha sonora. E todos esses elementos, que poderiam levar a um filme tedioso, dão mais tensão e profundidade ao roteiro, que já é excelente.

       Após um julgamento, os 12 jurados se reúnem nesta sala pequena, apertada e quente para decidirem se o rapaz acusado de matar o pai a facadas é culpado ou inocente. Caso seja considerado culpado, será sentenciado a morte. Dos 12, 11 o consideraram culpado; apenas o jurado #8 (Henry Fonda) questiona se o julgamento realmente provou de forma irrefutável que o rapaz é o assassino, ainda que não afirme que ele seja inocente.
      Partindo deste cenário, surgem inúmeras discussões que envolvem preconceito, inocência, dever cívico, dentre outros aspectos abordados. Diversos argumentos da sociedade em relação ao tema que envolve um tribunal do júri são apresentados, como a presunção da inocência, ônus da prova, dentre outros. Arquétipos de indivíduos são apresentados em cada jurado, mas sem exagerar ou caricaturizar cada um.
       A direção é fantástica – as tomadas de câmeras são ótimas, em diversos momentos no nível do rosto dos personagens, nos trazendo para dentro da sala. A ausência de trilha sonora também contribui para a imersão no assunto. As atuações estão ótimas, cada um tendo o devido tempo de tela para se posicionar; o próprio figurino ajudou a nos envolver na história – conforme eles tiravam o paletó e se envolviam, parece que sentimos o mesmo. O preto e branco também serviu para não distrair o telespectador do que realmente importava – o diálogo e as discussões.
     Outro ponto forte do filme é não termos acesso ao julgamento, nem mesmo com flashbacks. Apenas as impressões e relatos dos jurados, que vão construindo a história nas nossas mentes e nos auxiliam a formar as opiniões. Fonda também tem uma excelente atuação, equilibrando seu protagonismo, além da excelente interação com Cobb. Realmente, uma obra prima do cinema. 





Nota 97/100

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um Corpo Que Cai

Ficha Técnica: Vertigo, 1958.
Gênero: Suspense, Romance, Mistério.
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: James Stewart, Kim Novak, Barbara Bel Geddes, Tom Helmore.
País: Estados Unidos.
Tempo: 128 min. 
Idioma: Inglês. 

  Filmes com mistérios, reviravoltas e personagens dúbios são atualmente corriqueiros no cinema. Quando um filme não tem qualquer tipo de reviravolta ou é previsível, chovem críticas sobre ele. E mesmo quando suas reviravoltas não são tão boas assim, às vezes um pouco esperadas, ele também não consegue escapar das críticas. 
     No entanto, nem sempre foi assim. Hitchcock, o conhecido mestre do suspense, foi criticado por esse filme – que nos traz inúmeras reviravoltas e surpresas, sem nos poupar de surpresas e mortes inesperadas. O filme conta com boas atuações de Stewart e Novak. Ele apresenta um ótimo equilíbrio entre a fragilidade que seu personagem se encontra e a tentativa de passar um papel de durão. Ela também está excelente na dúvida sobre estar possuída ou não, com ótimo tom etéreo. Geddes também faz uma ótima ponta, mas ao longo da trama sua personagem acaba perdendo relevância em sem sentido. 
      Hitchcock nos brinda com uma direção primorosa. A história nos deixa intrigados, seu jogo de câmeras inovador, criando o famoso efeito da vertigem, que foi utilizado por inúmeros diretores posteriormente. A primeira cena já nos mostra a que veio o filme – buscando surpreender com acontecimentos inesperados. Ainda que não tenhamos análises profundas sobre os personagens – o centro é a trama e o suspense, ao menos temos tempo para nos afeiçoar a eles, tornando os acontecimentos ainda mais surpreendentes.
 
Nota 94/100