Gênero: Biografia, Drama, Esporte.
Direção: Norman Jewison.
Elenco: Denzel Washington, Vicellous Reon Shannon, Liev Schreiber, Deborah Kara Unger, John Hannah, Dan Hedaya, Debbi Morgan, Clancy Brown, David Paymer, Rod Steiger, Badja Djola, Harris Yulin, Vincent Pastore, Garland Whitt.
País: Estados Unidos.
Tempo: 146 min.
Idioma: Inglês.
Esta comovente história de injustiça nos traz Denzel Washington no
papel de Rubin “Hurricane” Carter, o boxeador campeão mundial acusado
injustamente de assassinato e condenado a prisão perpétua. Washington está
muito bem no filme, mesmo que não possa contar com atuações do mesmo nível por
parte dos coadjuvantes – as ponta de Steiger, Paymer e Djola são exceções.
O filme retrata a luta pela liberdade e por justiça de Carter, e também para manter a sanidade dentro da prisão, visto que as perspectivas de sair de lá caiam a cada dia. O longa também retrata de forma acertada, ainda que pudesse enfatizar um pouco mais, a cara do sistema judiciário e prisional estadunidense da época – brancos preconceituosos julgando e trancando homens negros, após explorá-los e violentá-los de todas as formas fora da cadeia. Infelizmente, o retrato atual continua muito parecido com o da época mostrada no filme – principalmente com relação à população carcerária.
O filme apenas resvala
em temas que eu esperava serem mais centrais na história: o racismo e a condição
da população afro-descendente nos EUA. Ao assistir ao filme, também me fez
refletir sobre o sistema judiciário de forma geral, no poder conferido a juízes,
promotores, investigadores e mesmo aos júris populares; e como constantemente
na nossa história, tal sistema, pensado de forma a garantir a justiça e a segurança
da população, tenha sido distorcido de maneiras tão absurdas e abusivas, tornando-se
um instrumento de injustiça social. Mas reconheço que essa reflexão é mais
pessoal do que intencionada pelo filme.
A história de
Hurricane Carter é digna de filme, ainda que este bom filme não tenha explorado
todo seu potencial. Um homem que passou 30 anos, dos seus 50 vividos,
encarcerado injustamente, por um sistema que o prendeu sistematicamente durante
toda sua vida, merece o melhor dos filmes. Tivemos uma abordagem um pouco
diferente, com a história paralela de Lesra, mostrando como a situação dele
seguia um rumo semelhante ao de Hurricane, com um racismo ainda presente na sociedade e a
falta de oportunidades que geram este ciclo de violência e pobreza. No entanto, Lesra e mais ainda seus amigos canadenses, tão fundamentais neste aspecto da história, foram pouco trabalhados. Esta escolha do diretor trouxe algumas perdas para a história,
mas também muitos ganhos.
Esta comovente história de injustiça nos traz Denzel Washington no
papel de Rubin “Hurricane” Carter, o boxeador campeão mundial acusado
injustamente de assassinato e condenado a prisão perpétua. Washington está
muito bem no filme, mesmo que não possa contar com atuações do mesmo nível por
parte dos coadjuvantes – as ponta de Steiger, Paymer e Djola são exceções.O filme retrata a luta pela liberdade e por justiça de Carter, e também para manter a sanidade dentro da prisão, visto que as perspectivas de sair de lá caiam a cada dia. O longa também retrata de forma acertada, ainda que pudesse enfatizar um pouco mais, a cara do sistema judiciário e prisional estadunidense da época – brancos preconceituosos julgando e trancando homens negros, após explorá-los e violentá-los de todas as formas fora da cadeia. Infelizmente, o retrato atual continua muito parecido com o da época mostrada no filme – principalmente com relação à população carcerária.
O filme apenas resvala
em temas que eu esperava serem mais centrais na história: o racismo e a condição
da população afro-descendente nos EUA. Ao assistir ao filme, também me fez
refletir sobre o sistema judiciário de forma geral, no poder conferido a juízes,
promotores, investigadores e mesmo aos júris populares; e como constantemente
na nossa história, tal sistema, pensado de forma a garantir a justiça e a segurança
da população, tenha sido distorcido de maneiras tão absurdas e abusivas, tornando-se
um instrumento de injustiça social. Mas reconheço que essa reflexão é mais
pessoal do que intencionada pelo filme.
A história de
Hurricane Carter é digna de filme, ainda que este bom filme não tenha explorado
todo seu potencial. Um homem que passou 30 anos, dos seus 50 vividos,
encarcerado injustamente, por um sistema que o prendeu sistematicamente durante
toda sua vida, merece o melhor dos filmes. Tivemos uma abordagem um pouco
diferente, com a história paralela de Lesra, mostrando como a situação dele
seguia um rumo semelhante ao de Hurricane, com um racismo ainda presente na sociedade e a
falta de oportunidades que geram este ciclo de violência e pobreza. No entanto, Lesra e mais ainda seus amigos canadenses, tão fundamentais neste aspecto da história, foram pouco trabalhados. Esta escolha do diretor trouxe algumas perdas para a história,
mas também muitos ganhos.
Nota 83/100


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