Gênero: Drama.
Direção: Robert Zemeckis.
Elenco: Denzel Washington, Kelly Reilly, Don Cheadle, Bruce Greenwood, Brian Geraghty, John Goodman, Tamara Tunie, Nadine Velazquez, Adam Tomei, Tommy Kane, E. Roger Mitchell, Boni Yanagisawa, Peter Gerety, Garcelle Beauvais, Justin Martin, Melissa Leo, James Badge Dale.
País: Estados Unidos.
Tempo: 138 min.
Idioma: Inglês.
Robert Zemeckis retorna ao cinema de live-action após um longo período, e também traz um tema maduro e uma abordagem adulta, que não é muito sua praia – Forrest Gump, ainda que seja um bom filme, tem uma certa abordagem infantil. E talvez exatamente por estes traços do diretor, o longa não ousa e acaba caindo no moralismo e no final feliz.
Temos ótimos exemplos de filmes que tratam questões de vícios – que necessariamente são “pesados”, mostram o quão perigoso e prejudicial é este mundo, geralmente longe de um final feliz, assim com a realidade. Requiem para um Sonho nos mostra a dura realidade, de maneira intensa e trágica; Trainspotting também traz essa perspectiva, com finais trágicos, a dificuldade e sofrimento dos que passam por tais problemas, mas também equilibrando com alguma perspectiva de vencer tal vício. Aqui, a moralidade acaba por determinar o tom final do filme, a lição de moral e superação do indivíduo, tão clichê do cinema hollywoodiano.
No hospital, o capitão
conhece Nicole (Reilly – muito bem no papel), uma viciada que se recupera de
uma overdose. Destaque para o diálogo entre eles e um paciente que trata de um câncer
(Kane), muito interessante. O filme mostra as vidas dos dois destruídas em razão
dos vícios, ainda que o centro da história seja Whitaker. Ao final, ao confessar
seu vício, não considerei seu arrependimento moralista – ele estava sim
envolvido com a jovem comissária que levaria a fama de alcoólatra, que morreu
ao salvar um menino no avião. Esta talvez tenha sido a gota d’água.
Robert Zemeckis retorna ao cinema de live-action após um longo período, e também traz um tema maduro e uma abordagem adulta, que não é muito sua praia – Forrest Gump, ainda que seja um bom filme, tem uma certa abordagem infantil. E talvez exatamente por estes traços do diretor, o longa não ousa e acaba caindo no moralismo e no final feliz.
Temos ótimos exemplos de filmes que tratam questões de vícios – que necessariamente são “pesados”, mostram o quão perigoso e prejudicial é este mundo, geralmente longe de um final feliz, assim com a realidade. Requiem para um Sonho nos mostra a dura realidade, de maneira intensa e trágica; Trainspotting também traz essa perspectiva, com finais trágicos, a dificuldade e sofrimento dos que passam por tais problemas, mas também equilibrando com alguma perspectiva de vencer tal vício. Aqui, a moralidade acaba por determinar o tom final do filme, a lição de moral e superação do indivíduo, tão clichê do cinema hollywoodiano.
Washington, que está
em excelente forma, é o alcoólatra e corriqueiro usuário de drogas capitão
Whitaker, piloto de aviões comerciais. Enquanto comandava um voo com mais de
100 pessoas a bordo, o avião sofre uma pane e após uma manobra ousada, única e
quase impossível, o capitão consegue pousar o avião num campo aberto; ele
salvou a vida de 96 pessoas, com a infeliz morte de apenas seis pessoas, além de
ter evitado uma área densamente povoada. Whitaker, que demonstrou incrível presença
de espírito e tranquilidade neste momento crítico, estava bêbado durante todo o
incidente.
No hospital, o capitão
conhece Nicole (Reilly – muito bem no papel), uma viciada que se recupera de
uma overdose. Destaque para o diálogo entre eles e um paciente que trata de um câncer
(Kane), muito interessante. O filme mostra as vidas dos dois destruídas em razão
dos vícios, ainda que o centro da história seja Whitaker. Ao final, ao confessar
seu vício, não considerei seu arrependimento moralista – ele estava sim
envolvido com a jovem comissária que levaria a fama de alcoólatra, que morreu
ao salvar um menino no avião. Esta talvez tenha sido a gota d’água.
No entanto, toda
forma que foi trabalhado o acidente revelou-se superficial. Ele era sim um
viciado, não deveria ter pilotado aquele avião. No entanto, somente suas
habilidades o foram capazes de salvar as vidas daquelas pessoas. Qualquer outro
piloto teria caído com o avião, e culpa seria exclusivamente da máquina e da
falta de manutenção, como de fato foi. Isso foi provado pela perícia. E o filme
sequer colocou esta discussão em pauta, ainda que tal dilema não tenha saído da
minha cabeça: ao invés de ser congratulado por salvar 96 vidas, ele foi
condenado por quatro homicídios. Não sei se ele realmente não deveria ser
preso, mas o fato de isso não ter sido debatido acabou com o filme.
Os demais atores estão
muito bem nos papéis – Goodman está, como sempre, inusitado; Cheadle e
Greenwood, apesar de contidos, fazem um trabalho decente. Este foi um filme que
optou por focar na superação do indivíduo, dentro dos padrões morais, deixando
sua angústia e desvios morais em segundo plano, pois afinal, seriam resolvidos quando
ele se arrependesse. Mas a cena inicial, com o acidente logo no início, serve
nos deixa tensos e serve para nos prender o filme inteiro, ainda que se revele
excessivamente longo. A trilha sonora, ainda que seja uma ótima escolha de
músicas – muito associadas ao uso de álcool e drogas – talvez revele-se para
muitos inapropriada, em razão da temática abordada.
Nota
82/100





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