Gênero: Comédia, Drama.
Direção: Olivier Nakache e Eric Toledano.
Elenco: Omar Sy, François Cluzet, Anne Le Ny, Audrey Fleurot, Cyril Mendy, Alba Gaia Bellugi, Thomas Solivéres, Absa Diatou Toure.
País: França.
Tempo: 112 min.
Idioma: Francês.
Recentemente tenho visto filmes com temáticas semelhantes – a relação
entre pessoas que necessitam de cuidados com aqueles que são responsáveis por
tais cuidados: Amor, O Escafandro e a Borboleta e As Sessões estão entre eles, ainda que sejam muito diferentes
entre si, tanto em qualidade como em abordagem ou gênero. Intocáveis também vai lidar com esse assunto, e também de forma
diferente.
A comédia foi o
gênero escolhido pelos diretores para mostrar a relação de Philippe (Cluzet),
um milionário tetraplégico, e Driss (Sy), um imigrante ex-presidiário que é
contratado para cuidar do milionário – ainda que não tenha experiência alguma
no assunto. O filme em momento algum questiona a questão migratória da França,
a qualidade de vida de uma pessoa com necessidades especiais e sua interação
com a sociedade (aliás, o fato de ele ser milionário possibilita amenizar a
situação) ou as desigualdades sociais, que são gritantes entre os dois. Não há
qualquer engajamento social por parte do filme; não que seja uma
obrigatoriedade do cinema, mas no meu conceito, quando há, engrandece o filme.
A história é recheada
de clichês, principalmente o desenrolar dos protagonistas. No entanto, também é
engraçada, conseguindo nos divertir quase a todo momento, mas também carregando
um leve tom dramático. Foge do pastelão, mas também do humor negro – acredito
que encontra um bom equilíbrio no que concerne às piadas. Os dois personagens
são trabalhados de maneira extensiva, para que possamos nos envolver bem com
eles, ainda que de maneira superficial e um tanto estereotipada – isso pode ser
inclusive uma vantagem do filme, visto que não faz grandes indagações.
Os dois atores principais fazem um excelente
trabalho, mas a alma do longa é Sy – talvez por ter inclusive um personagem que
possibilite tal destaque, contrastando com Cluzet. A química entre os dois é ótima.
Um filme que nos diverte e também difere do tradicional cinema francês, talvez
revelando uma influência das comédias estadunidenses – no ritmo do
desenvolvimento da história, e não no estilo, que para nossa sorte, está longe
do pastelão.
Nota
78/100



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