sábado, 8 de setembro de 2012

Amadeus

Ficha técnica: Amadeus, 1984
Gênero: Drama, Biografia.
Direção: Milos Forman. 
Elenco: Tom Hulce, F. Murray Abraham, Elizabeth Berridge, Simon Callow, Jeffrey Jones, Roy Dotrice. 
País: Estados Unidos.
Tempo: 160 min.
Idioma: Inglês, Italiano, Alemão.
  
    Milos Forman é um dos melhores diretores que o cinema já viu. Seus dramas atingem um nível de intensidade muito grande, além de grande habilidade ao lidar com personalidades polêmicas. Amadeus é um excelente filme, ainda que tudo que se passa no filme pode não ter sido inteiramente verdade, muito da vida deste gênio e da história em si me parecem críveis. 
     A virtude mais evidente do filme é sua trilha sonora – obviamente, todas as grandes obras de Mozart estão presente, e o diretor soube explorá-las de diversas maneiras magníficas – quando se lê uma partitura, ou mesmo quando o gênio está compondo. Outro ponto positivo é o título do filme. O nome do meio de Mozart significa “amado de Deus”, e é esta a definição dada pelo italiano Salieri ao compositor austríaco.

     Muitos afirmaram que Salieri não tinha essa relação de inveja com Mozart, mas será que alguém pode realmente afirmar isto? Ainda que a relação não tenha sido tão destrutiva como a apresentada no filme, é plausível crer que não somente Salieri, mas todos os compositores da época invejam Wolfgang Amadeus Mozart.
     O filme nos mostra a força que o ódio e a inveja de uma pessoa sobre outrem, e como esse sentimento pode realmente atrapalhar, prejudicar ou mesmo arruinar a vida de alguém. A morte de Mozart nos é mostrada da mesma forma que a história – uma leve suspeita de assassinato, afinal o compositor morreu muito jovem de fato, ainda que a tendência seja que todos acreditem que ele tenha realmente adoecido.
   Forman nos deixa dúvida sobre dois aspectos marcantes da personalidade de Mozart: sua genialidade, que realmente transborda através de sua música; e sua personalidade irreverente, com um lado um tanto alucinado, e que demonstrava a intensidade e paixão com que ele encarava não somente a música e seus relacionamentos pessoais, mas a vida como um todo. Esse desequilíbrio pode ainda ser visto até mesmo como consequência de sua genialidade, tendo em vista a mente brilhante do compositor.
  As atuações dos dois protagonistas estão ótimas, ainda que eu considere Abraham um tanto superestimado neste filme. Os cenários, figurinos e maquiagem contribuem imensamente para o filme, mas realmente, a música é talvez o grande destaque, como não poderia deixar de ser.
Nota 96/100

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