Ficha técnica: Amadeus, 1984
Gênero: Drama, Biografia.
Direção: Milos Forman.
Elenco: Tom Hulce, F. Murray Abraham, Elizabeth Berridge, Simon Callow, Jeffrey Jones, Roy Dotrice.
Elenco: Tom Hulce, F. Murray Abraham, Elizabeth Berridge, Simon Callow, Jeffrey Jones, Roy Dotrice.
País: Estados Unidos.
Tempo: 160 min.
Idioma: Inglês, Italiano, Alemão.
Milos Forman é um dos
melhores diretores que o cinema já viu. Seus dramas atingem um nível de
intensidade muito grande, além de grande habilidade ao lidar com personalidades
polêmicas. Amadeus é um excelente filme, ainda que tudo que se passa no filme
pode não ter sido inteiramente verdade, muito da vida deste gênio e da história
em si me parecem críveis.
A virtude mais
evidente do filme é sua trilha sonora – obviamente, todas as grandes obras de Mozart
estão presente, e o diretor soube explorá-las de diversas maneiras magníficas –
quando se lê uma partitura, ou mesmo quando o gênio está compondo. Outro ponto
positivo é o título do filme. O nome do meio de Mozart significa “amado de Deus”,
e é esta a definição dada pelo italiano Salieri ao compositor austríaco.
Muitos afirmaram que
Salieri não tinha essa relação de inveja com Mozart, mas será que alguém pode
realmente afirmar isto? Ainda que a relação não tenha sido tão destrutiva como
a apresentada no filme, é plausível crer que não somente Salieri, mas todos os
compositores da época invejam Wolfgang Amadeus Mozart.
O filme nos mostra a
força que o ódio e a inveja de uma pessoa sobre outrem, e como esse sentimento
pode realmente atrapalhar, prejudicar ou mesmo arruinar a vida de alguém. A morte
de Mozart nos é mostrada da mesma forma que a história – uma leve suspeita de
assassinato, afinal o compositor morreu muito jovem de fato, ainda que a tendência
seja que todos acreditem que ele tenha realmente adoecido.
Forman nos deixa
dúvida sobre dois aspectos marcantes da personalidade de Mozart: sua
genialidade, que realmente transborda através de sua música; e sua
personalidade irreverente, com um lado um tanto alucinado, e que demonstrava a
intensidade e paixão com que ele encarava não somente a música e seus
relacionamentos pessoais, mas a vida como um todo. Esse desequilíbrio pode
ainda ser visto até mesmo como consequência de sua genialidade, tendo em vista
a mente brilhante do compositor.
As atuações dos dois
protagonistas estão ótimas, ainda que eu considere Abraham um tanto
superestimado neste filme. Os cenários, figurinos e maquiagem contribuem
imensamente para o filme, mas realmente, a música é talvez o grande destaque,
como não poderia deixar de ser.
Nota 96/100



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