Gênero: Comédia.
Direção: Terry Jones.
Elenco: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin, Terence Bayler, Carol Cleveland.
País: Reino Unido.
Tempo: 94 min.
Idioma: Inglês, Latim.
O filme é muito bem
produzido e dirigido, com um roteiro fora de série. As sequências e diálogos são
ótimos, que podem arrancar risos da platéia desde o primeiro minuto até seu
final. O único aspecto que fica abaixo da qualidade do próprio filme, ao meu
ver, são as atuações – ainda que tenham revolucionado o humor de forma
fantástica, as atuações enquadram-se no caricaturesco e pastelão – o que não condiz
com o roteiro. Talvez a intenção tenha sido deixar claro que era uma sátira (também
à Hollywood). Se foi este objetivo, foi bem alcançado, mas não acredito que
engrandeça o filme, ainda que possa ter sido necessário.
Geralmente sou muito crítico de comédias – e elas tendem a não me
agradar muito. Contudo, este filme supera a estrutura de seu gênero. Melhor do
que isso, ele a utiliza para fazer algo realmente muito inteligente. A Vida de Brian, além de nos fazer rir,
nos apresenta forte críticas e análises sobre temas como religião, política,
sociedade e costumes.
O grupo Monty Python
foi inteligente na forma de se realizar o filme. Ao invés de satirizar a vida
de Jesus Cristo, optou-se por satirizar alguns as aspectos conservadores não somente
da religião, mas da sociedade como um todo. As formas de representações religiosas
e políticas, as tradições inventadas – todos estes são temas que se fazem
presentes nesta brilhante comédia. A intenção não é ofender os crentes, e sim
as instituições que manipulam a fé das pessoas, em qualquer coisa, e não apenas
a fé religiosa.
O filme é muito bem
produzido e dirigido, com um roteiro fora de série. As sequências e diálogos são
ótimos, que podem arrancar risos da platéia desde o primeiro minuto até seu
final. O único aspecto que fica abaixo da qualidade do próprio filme, ao meu
ver, são as atuações – ainda que tenham revolucionado o humor de forma
fantástica, as atuações enquadram-se no caricaturesco e pastelão – o que não condiz
com o roteiro. Talvez a intenção tenha sido deixar claro que era uma sátira (também
à Hollywood). Se foi este objetivo, foi bem alcançado, mas não acredito que
engrandeça o filme, ainda que possa ter sido necessário.
Nota 93/100


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