Gênero: Crime, Drama.
Direção: Mary Harron.
Elenco: Christian Bale, Samantha Mathis, Chloë Sevigny, Reese Whiterspoon, Jared Leto, Willem Dafoe, Cara Seymour, Justin Theroux, Josh Lucas, Bill Sage, Matt Ross, Guinever Turner.
País: Estados Unidos.
Tempo: 102 min.
Idioma: Inglês.
E desse etilo de vida
superficial é que ele extrai sua psicopatia assassina, buscando talvez romper
com o marasmo e quebrando não somente as regras do bom-moço que apresenta
durante o dia, mas transformando-se em um serial killer. A maneira como mata
suas vítimas também é peculiar, com uma preliminar recheada de discursos acadêmicos
sobre astros da música. Mas é possível perceber o quão excitado e ansioso ele
está nos momentos que antecedem o crime. Contudo, não são somente as prostitutas
e mendigos que ele mata – acabando inclusive com seu rival no mundo dos negócios
(Jared Leto), além de ter cogitado assassinar a própria secretária (Chloë
Sevigny). Vale dizer que a única pessoa que nunca passou perigo foi sua
namorada (Reese Whiterspoon), mas talvez ele não a considerasse importante o
suficiente para mata-la.
A dúvida permaneceu ao final do filme, e ainda que não
me agradam filmes com um viés didático, que tentam explicar tudo o que ocorre,
tampouco gosto quando o filme “se perde” em seu desenrolar. As dúvidas foram tão
imensas que acabam por enfraquecer estes argumentos que poderiam ser bem
direcionados e mais consistentes. O que mais segura o filme durante seus 100
minutos certamente é a atuação de Bale, acima de tudo, e não seu roteiro.
Um filme que se tornou um clássico cult do suspense e crime no cinema,
que conta com uma forte atuação de Christian Bale, algumas cenas pesadas, mas
dentro de alguns limites, críticas ao american
way of life e um final confuso e enigmático. Essas talvez sejam as características
mais marcantes do filme.
Patrick Bateman
(Bale) é um “empresário”, vice-presidente da empresa de moda do pai, que leva
uma vida fútil junto com seus companheiros, disputando quem tem o melhor cartão
de visitas ou quem consegue fazer reservas nos melhores restaurantes. Além disso,
fica evidente o narcisismo do protagonista e o vazio na vida dele, direcionado
ao consumismo, com o cuidado com o corpo e a higiene obsessiva.

No entanto, o final
confuso deixa margem para muitas interpretações – seria ele bipolar, visto que
era chamado de diversos nomes? Os crimes realmente aconteceram, ou foram
imaginados por ele? Afinal, quando ele retorna ao apartamento de Paul Allen,
que ele matou, e depois passou a esconder os corpos de suas vítimas, este está
vazio e ninguém o acusa. Ele foi se tornando cada vez mais descuidado nos
crimes que é impossível que ninguém tenha percebido. Afinal, até trocar tiro e
matar policiais ele fez. No entanto, ao relatar tudo para seu advogado (que não
o reconhece, mas como falei, isso ocorre inúmeras vezes). A blindagem de sua
classe social é tão grande que ninguém desconfia dele? O interesse pelo lucro
(no caso do apartamento, por exemplo) acabou protegendo-o?

Nota 76/100